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Flash. Trotinetes prontas para a calçada têm estudantes na mira

Lisboa, 12/03/2019 -  Apresentação da empresa de trotinetes Flash para o mercado português. Felix Petersen, diretor-geral da Flash para o mercado português, com João Vasconcelos, presidente do conselho consultivo da empresa.
(Diana Quintela / Global Imagens)
Lisboa, 12/03/2019 - Apresentação da empresa de trotinetes Flash para o mercado português. Felix Petersen, diretor-geral da Flash para o mercado português, com João Vasconcelos, presidente do conselho consultivo da empresa. (Diana Quintela / Global Imagens)

Cidades como Coimbra e Leiria estão na linha da frente para receber a empresa de micromobilidade que dá descontos.

Não há trotinetes como as da Flash a serem partilhadas em Lisboa. Têm uma entrada USB para carregar o telemóvel, rodas maiores, dois amortecedores na roda da frente e até uma base para copos. Acabadas de chegar à capital, as trotinetes da empresa alemã não deverão ficar por aqui: cidades como Coimbra e Leiria estão na mira deste operador.

“Há cidades portuguesas mais sensíveis às trotinetes. As conversações estão muito mais avançadas em cidades com grandes polos universitárias. Coimbra e Leiria, por exemplo, têm de diminuir o número de automóveis nos campus universitários”, assinala João Vasconcelos ao Dinheiro Vivo.

O presidente do conselho consultivo da Flash nota que nestas duas cidades, “não há melhor forma de transporte entre a universidade e o centro do que a trotinete. Não há também serviços como a Uber, as bicicletas partilhadas da Gira ou outros transportes públicos porque a sua dimensão não o justifica. Claramente nestas cidades as trotinetes fazem ainda mais sentido”. A confirmar-se a chegada a Coimbra, os alemães vão concorrer com os norte-americanos da Lime.

A Flash, apesar de ter sido a sétima empresa a chegar a Portugal, quer destacar-se de duas formas: pelos veículos e pelos sistemas. Além das trotinetes desenhadas pela empresa – “e que não existem em mais nenhum concorrente” -, a aplicação móvel da empresa mostra em tempo real os mais de 500 espaços para estacionar devidamente as trotinetes, graças a um interface criado pela câmara de Lisboa.

Colocar a trotinete no sítio certo vale um desconto de 50 cêntimos no final da viagem. “O estacionamento das trotinetes não pode ser regulado com um polícia atrás de cada trotinete mas sim com a alteração de comportamentos e incentivos para quem estaciona bem”, defende João Vasconcelos.

Leia mais: Lisboa com 131 lugares reservados a carros partilhados

O empresário acredita ainda que os serviços de micromobilidade poderão funcionar em conjunto com os transportes públicos das cidades. “Rapidamente vamos evoluir para uma situação em que a pessoa sai do metro ou do autocarro e põe-se em cima de uma trotinete sem serem necessárias mais aplicações. A trotinete complementa todos os meios de transporte.

As trotinetes da Flash também estão preparadas para chegar aos centros históricos de Espanha, França e Itália ao longo dos próximos meses e a praticamente toda a Europa até ao final deste ano. Vasconcelos acredita que estes veículos são o meio mais complementar de transporte que existe, porque resolve o último quilómetro entre o destino e o transporte público.

A empresa alemã também quer desenvolver novos tipos de veículos, que “permitam o transporte, em segurança, de crianças” ou então de pessoas com menor mobilidade. Para isso contribuiu a ronda de financiamento de 55 milhões de euros obtida “na maior série A de investimento realizada por uma startup europeia”.

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