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Forbes: Lisboa pode ser “um paraíso escondido” para fintech

Fotografia: EPA/WALLACE WOON
Fotografia: EPA/WALLACE WOON

A Forbes voltou a considerar que Lisboa pode competir com Londres no campo das fintech. Em 2016, precisamente por causa do Brexit, já o tinha dito.

Há muito que o ‘deadline‘ para o Brexit estava marcado: 29 de março de 2019. Vários cenários foram, ao longo destes mais de dois anos (após o referendo), traçados: desde a saída de empresas da capital britânica – um dos centros financeiros mundiais – para outras cidades da Europa continental a perdas de postos de trabalho.

E a verdade é que, ao longo destes meses, foram várias as notícias que davam conta que os grandes bancos internacionais procuravam novas “casas” dentro da União Europeia (UE) para serem as suas sedes na Europa. Um dos receios das instituições seria a possibilidade de ficarem sem o chamado passaporte bancário comunitário, que lhes permite ter sede num dos países da UE e operar no resto do bloco económico. Mas um dos setores que não terá sofrido um grande sobressalto será as fintech.

Para este setor, Londres, continua a ser uma cidade forte. Nos primeiros seis meses deste ano, foram investidos 16 mil milhões de dólares (mais de 14 mil milhões de euros no câmbio atual) no mercado britânico de fintech, de acordo com dados da consultora KPMG, citados pela CNBC. Este valor é superior ao investido em fintech nos EUA e na China.

Mas, ainda assim, haverá muitas firmas que estão a ponderar mudar a sua sede para uma cidade dentro do bloco económico. A TransferWise, empresa que permite a transferência de dinheiro, admitiu isso mesmo há cerca de um ano. Precisamente devido ao clima de incerteza gerado pelo processo. E mesmo em 2018 o apelo parece ser o mesmo: avançar com o Brexit, de forma que cada setor saiba com o que conta.

Dado que há empresas que podem ter em cima da mesa a possibilidade de deixarem de ter a sua sede europeia em Londres, e numa altura em que as cidades europeias tenta ficar com uma parte deste mercado, a Forbes escreveu um artigo sobre que “paraísos escondidos” na Europa podem ser tentadores para as fintech. E a capital portuguesa está entre elas.

A revista diz que Lisboa tem uma das mais elevadas taxas de mulheres fundadoras de startups na Europa, assim como, é um dos países com uma das mais elevadas percentagens de empresas em que um dos fundadores é uma mulher. “Para muitas mulheres, a indústria tecnológica portuguesa dá uma maior segurança no trabalho e rendimentos mais altos” que o restante setor na União Europeia, escreve a revista, citando um estudo da Honeypot. “Por conseguinte, mais mulheres em Portugal olham na direção da indústria para um pagamento mais justo, enquanto os que trabalham em tecnologia em cidades como Londres e Berlim entendem que receberiam uma remuneração melhor pelos seus esforços se se mudassem para Lisboa”.

Apesar de a capital portuguesa estar abaixo de Londres e Amesterdão nos rankings das principais cidades ligadas a startups, a Forbes nota que Lisboa está a “crescer rapidamente” e que o setor tecnológico levantou no ano passado 350 milhões de dólares (mais de 307 milhões de euros no câmbio atual) em capital de risco e que o os investimentos de ‘private equity’ mais do que triplicaram para sete mil milhões de dólares (mais de seis mil milhões de euros no câmbio atual) em 2015.

Na lista de cidades da Forbes, estão Tallin, capital da Estónia, e Sofia, capital da Bulgária.

Não é a primeira vez que a Forbes associa Lisboa ao ecossistema de fintech. Em novembro de 2016, a revista norte-americana escrevia que a cidade estava na corrida para ser a capital europeia das startups financeiras. A capital portuguesa estava na mesma lista de Amesterdão, Berlim e Estocolmo para substituir Londres, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia.

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