Incubação

Founders Founders. Dar o salto em grupo sem perder espírito startup

Lea Gregorka, Paulo Cunha, Rui Couto e Tiago Carvalho, da Founders Founders. Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens
Lea Gregorka, Paulo Cunha, Rui Couto e Tiago Carvalho, da Founders Founders. Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens

Antigo edifício do DIAP no Porto transformou-se numa incubadora de 14 jovens empresas vindas do UPTEC

Infraspeak, Shift Forward, LabOrders, Tuizzi e Musicverb são cinco startups com um ponto em comum: estavam incubadas no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto – e decidiram ocupar o antigo edifício do DIAP – Departamento de Investigação e Ação Penal. Onde antes havia interrogatórios, agora há muita vontade de crescer e aprender em conjunto. E assim nasceu, no final de 2015, a Founders Founders, que se situa na Rua da Constituição, num edifício com cerca de 1500 m2.

“O projeto nasceu por iniciativa de cinco empreendedores do Porto, que tinham em comum a passagem no UPTEC com empresas incubadas; tinham atingido uma determinada fase de desenvolvimento do negócio e queriam sair desta fase sem perder a dinâmica de colaboração e troca de experiências e entreajuda que já existia entre eles”, recorda Rui Couto, líder da Musicverb e cofundador da Founders Founders, ao Dinheiro Vivo.

Foram investidos 200 mil euros na renovação do espaço e na instalação de equipamento informático. Mas as celas ainda permanecem “à espera de um destino mais engraçado”.

O projeto estava só pensado para acolher as cinco startups fundadoras, mas “à boa maneira empreendedora”, o projeto foi alargado. Atualmente, há 14 startups incubadas no edifício da Founders Founders, o Founders House; já reuniram um total de cinco milhões de euros de investimento e dão trabalho a 120 pessoas. Grande parte delas fornece serviços para o setor empresarial (B2B).

Mais do que uma residência, a Founders Founders aposta também na área dos eventos, muito focados na resolução de problemas das empresas: desde um “TecTecTalk” – para engenheiros que queiram explorar áreas bastante técnicas – ao “Let’s Grow Again” – onde se apresentam processos estratégicos de crescimento e aposta em marketing. Existe ainda o “Scale Me Up”, evento reservado onde uma equipa de uma empresa dá o feedback “sem meias palavras” de uma startup.

A residência do Porto, que funciona com um modelo de rendas pagas, conta atualmente com 80% de ocupação, dando margem de segurança para o crescimento das startups incubadas. Mas há espaço para mais ideias. “Vamos abrir um modelo para empresas não residentes e que dará acesso aos mentores, áreas comuns e parcerias. Só não ocupam espaço físico.” Esta é a resposta ao “apelo constante de empresas grandes demais para a Founders House mas que querem estar associadas ao edifício”.
A associação criada no Porto também poderá passar a ocupar outros espaços, dependendo “da forma como o projeto evoluir”. Antes disso, é preciso fazer a inauguração oficial do edifício.

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