Fundação Bankinter prepara-se para investir em startups portuguesas

Numa primeira ronda, o investimento da fundação, conforme a maturidade do projeto, varia entre os 50 e 200 mil euros

A Fundação Inovação Bankinter está a preparar-se para investir em startups portuguesas. A instituição espanhola, que está a comemorar um ano em Portugal, conta com um fundo aberto pronto para financiar, em parceria com investidores, as novas empresas do nosso país e ficar com uma posição entre 5% e 10%.

"Quanto mais cedo começarmos a investir em startups, melhor, porque estamos a avaliar oportunidades. Só nos últimos dois meses avaliámos 15 startups; depois, recorremos a vários filtros e seis dessas startups passaram à fase seguinte. Uma destas seis novas empresas certamente irá receber o nosso investimento", adianta o diretor-geral da Fundação Inovação Bankinter, Sergio Martínez-Cava.

Em Espanha, a fundação já apoiou 26 startups nos últimos anos. Habitualmente, numa primeira ronda, o investimento, conforme a maturidade do projeto, varia entre os 50 e 200 mil euros, "se a startup estiver avaliada entre 1 e 4 milhões de euros".

Além disso, a instituição espanhola gosta de apoiar vários sectores: "Não nos centramos apenas em fintech. Também olhamos para startups tecnológicas e da área da mobilidade. Já apostámos em 26 startups em Espanha e apenas cinco são fintech; as restantes são de comércio eletrónico, marketplace, aplicações móveis ou ferramentas colaborativas.

Mas este é apenas um dos passos da entrada desta fundação em Portugal. Na passada segunda-feira, organizou uma conferência para discutir as startups como fonte de inovação. Até ao final de 2017 haverá mais duas. Em 2018, será lançado um think-tank.

A Fundação Inovação Bankinter refere também que tem tido reuniões com várias incubadoras e organizações associadas ao ecossistema em Portugal. "Estamos à procura de parceiros. Queremos dar-nos a conhecer a entidades que apoiam o empreendedorismo".

Martinez-Cava refere ainda que Portugal "faz lembrar um pouco Israel. As startups apostam na internacionalização desde o início. No caso de Portugal, isso é ainda mais importante, porque o mercado é mais pequeno. As startups portuguesas são muito mais internacionalizadas e têm boa qualidade. A Web Summit e as iniciativas locais dão grande energia ao ecossistema português."

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