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Fundação da Juventude vai abrir dois “Ninhos de Empresas”

Ricardo Carvalho, presidente executivo da fundação da Juventude. Fotografia: D.R.
Ricardo Carvalho, presidente executivo da fundação da Juventude. Fotografia: D.R.

A Fundação da Juventude (FJ) no âmbito do seu 27º aniversário prepara-se para lançar dois Ninhos de Empresas, em Lisboa e Porto

A Safira, fundada em 1997 e integrada na KPMG Portugal em 2014, é uma consultora tecnológica focada no desenho e implementação de processos mais inteligentes. A Advancefusion Lda (Polimatriz), empresa de prestação de serviços de racionalização de energia, bem como de consultoria, auditoria, inspeção. São dois casos de sucesso que nasceram nos “Ninhos de Empresas” da Fundação da Juventude (FJ) que em 1990, foi precursor do surgimento de Startups em Portugal, quando lançou o Programa dos Ninhos de Empresas.

Agora, a completar o 27º aniversário, a Fundação da Juventude prepara-se para lançar dois Ninhos de Empresas (NIDE), um em Lisboa e outro no Porto. “Nestes espaços que deverão ser inaugurados em novembro, deverão entrar empresas ligadas ao empreendedorismo criativo e qualificado, esse é o nosso posicionamento, uma vez que existem outras entidades para a área tecnológica que fazem muito bem esse apoio”, afirmou Ricardo Carvalho, presidente executivo da FJ.

Os novos NIDE “terão base local, para a indústria criativa, na área de design, arquitetura, multimédia, turismo, prestação de serviços”, disse o presidente da FJ, acrescentando que estarão dotados de apoio técnico, material e logístico, onde os jovens podem exercer atividades empresariais num espaço de co-working com serviço de escritório virtual.

“O empreendedorismo está na moda em Portugal, mas pela primeira vez existe uma estratégia, que o atual Governo definiu, ao conjugar todas as políticas de apoio para as starups, porque havia muita informação e apoios, mas tudo disperso. Era importante identificar todas as entidades, as suas competências, por forma a realizar um trabalho em rede cooperante”, frisou Ricardo Carvalho.

Este responsável adianta ainda que atualmente “não faltam apoios, nem jovens empreendedores, o importante é criar a rede nacional de incubadoras, fazer o seu mapeamento, para avançar num processo de cooperação e não concorrencial”.

Nesta matéria, a Fundação da Juventude sabe do que fala, porque além de ter sido precursora destes programas em Portugal já ajudou a criar 600 empresas e 3500 postos de trabalho, pela mão de 700 jovens empreendedores.

Ninhos de Empresas

Através deste programa de apoio da FJ as empresas instalam-se em gabinetes com todos os apoios necessários para o seu desenvolvimento, nomeadamente a nível de internet, reprografia, telecomunicações, serviços de mentoring e coaching, bem como beneficio de um conjunto de parecerias exclusivas da Fundação com várias entidades de referência.

Trata-se de um programa que tem como objetivos fomentar o apoio ao empreendedorismo jovem; Contribuir para o reforço do autoemprego, designadamente de jovens licenciados e Incentivar a criação de microempresas.

A regra estabelecida é que uma empresa não pode ficar no Ninho mais de três anos, finalizado esse prazo estarão prontas para avançar. “Cerca de 70% das empresas que passaram pela FJ tiveram sucesso, e algumas saíram antes dos três anos, que é precisamente o tempo crítico, ou avança e cresce ou desaparece”, concluiu Ricardo Carvalho.

Leia mais: Norte concentra ninhos de industrias criativas

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