Fundada por português, Remote levanta mais 35 milhões de investimento

Solução para trabalho remoto vai dar emprego a 65 pessoas até ao final deste ano e chegar a 30 mercados nos próximos dois meses.

A Remote levantou 35 milhões de dólares (29,5 milhões de euros) em série A de investimento. Com o português Marcelo Lebre como um dos fundadores, esta plataforma quer resolver o problema do emprego para trabalho entre países.

Esta operação vai servir para acelerar o crescimento desta startup, assim como reforçar as contratações, segundo o anúncio feito esta terça-feira através de comunicado. Até ao final deste ano, a equipa da Remote vai contar com 65 pessoas e este número vai duplicar nos 12 meses seguintes.

"Com a nossa solução, as pessoas que criaram uma entidade para poder faturar a empresas diferentes passam a ser vistos à lei local como trabalhadores com os benefícios normais de um funcionário e com proteção social", explicou em abril ao Dinheiro Vivo o português Marcelo Lebre, que já foi responsável de engenharia da plataforma Unbabel. O outro co-fundador é o neerlandês Job van der Voort (ex-responsável de produto da plataforma GitLab).

Uma solução deste género cria mais oportunidades: os trabalhadores ficam com um maior leque de empresas onde podem trabalhar; as companhias têm um potencial de recrutamento mundial em vez de ser à escala local.

Para garantir que os trabalhadores ficam com as condições certas, a Remote vai criando uma entidade por cada país, que serve como base para a elaboração dos contratos com as empresas a nível local. Até ao final deste ano, estarão criadas estas entidades em 30 países; até ao final de 2021, serão entre 50 e 100 países.

A mais recente ronda de investimento desta startup foi liderada pela sociedade de capital de risco Index Ventures e também contou com outras sociedades como a Sequoia Capital, General Catalyst e Two Sigma Ventures. Houve ainda quatro investidores particulares nesta operação.

Fundada no início de 2019, a Remote já recebeu um total de 46 milhões de dólares em investimento e "está a ser abordada por milhares de empresas que querem tirar partida do seu modelo de empregabilidade e da rede global de escritórios legais", segundo a nota de imprensa.

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