capital de risco

Fundo Indico tem 46 milhões e já “piscou o olho” a quatro startups

Stephan Morais é Managing General Partner da Indico. (Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens)
Stephan Morais é Managing General Partner da Indico. (Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens)

O fundo de capital de risco liderado por Stephan Morais tem 46 milhões de euros para apostar em startups. E já “piscou o olho” a quatro empresas.

A Indico Capital Partners – uma sociedade de capital de risco nascida em 2017 e que é gerida por Stephan Morais, Cristina Fonseca e Ricardo Torgal – lançou o seu primeiro fundo de investimento. O Indico Capital Partners VC I tem uma dotação de 46 milhões de euros – sendo que 20 milhões vêm de um fundo investimento europeu e o remanescente tem origem em diversos investidores de oito países -, e quer apostar nas fases iniciais de startups tecnológicas.

Stephan Morais, Managing General Partner da Indico (e antigo administrador executivo da Caixa Capital), em declarações ao Dinheiro Vivo, não esconde que a criação deste fundo “é uma viragem no mercado nacional de investimento para startups, onde havia algumas falhas. Acabou-se o amadorismo”.

O objetivo deste veículo é, segundo o comunicado, identificar, investir e capitalizar as startups ibéricas tidas como as mais promissoras, em particular localizadas em Portugal. O fundo vai estar focado em apostar em empresas que atuem em áreas como SaaS (Software as a Service) B2B, Inteligência Artificial, Fintech e Cibersegurança, mas também em Marketplaces e Plataformas digitais B2C. Vai investir entre 150 mil euros e cinco milhões de euros por companhia em rondas que pode ir do chamado pre-seed [um pequeno investimento inicial que pode rondar os 100 mil euros] até series A [tipicamente entre dois e 15 milhões], durante uma década.

E o trabalho já começou. “Já temos fechados quatro investimentos em startups portuguesas. Vamos atuar quase sempre como líderes das rondas de financiamento, exceto se estivermos a falar de investimentos avultados para lá da série A”, diz Stephan Morais.

“Temos o maior fundo de investimento em Portugal, totalmente independente e sem dependência do Estado ou de empresas privadas. Não precisamos de comités de investimento: as decisões são tomadas apenas por três pessoas: eu, a Cristina Fonseca e o Ricardo Torgal”.

Cristina Fonseca, Venture Partner da Indico (co-fundadora e acionista da Talkdesk), nota ainda em comunicado que desenvolveu ao longo dos últimos anos experiência no apoio a empresas como “mentora e business angel, por isso juntar-me à melhor equipa de investimento do mercado foi um passo muito óbvio, até para poder ampliar o meu impacto no ecossistema. É nesta fase inicial que ter apoio de pessoas experientes e acesso a uma rede global pode ser o fator decisivo para o sucesso”.

Já Ricardo Torgal, General Partner da Indico (e antigo gestor de investimentos na Caixa Capital) assegura que “Venture Capital [capital de risco] e startups não são uma moda, é uma atividade profissional que visa construir um portfolio diversificado e estar presente quando as empresas precisam de ajuda para crescer e atingir uma nova fase”.

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