Hub Criativo do Beato

Futuro. No Hub Criativo do Beato misturam-se startups com empresas

A Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, discursa na apresentação do HUB criativo do Beato, na antiga Manutenção Militar de Lisboa. Fotografia: Filipa Bernardo / Global Imagens
A Secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, discursa na apresentação do HUB criativo do Beato, na antiga Manutenção Militar de Lisboa. Fotografia: Filipa Bernardo / Global Imagens

À espera das obras de reabilitação, a antiga Manutenção Militar foi palco de eventos paralelos

O Hub Criativo do Beato entrou este ano na rota dos participantes da Web Summit. Ainda sem obras de reabilitação do projeto que foi apresentado em julho, nos dias de Web Summit houve espaço para exposições, networking e festas no antigo espaço da Manutenção Militar e que está a tornar-se num dos pontos de passagem obrigatório para startups, empresas e artistas. Um local que ganha peso e para onde a cimeira de tecnologia também poderá crescer nos próximos anos – além do escritório que já ali existe.

É neste local que a Startup Lisboa – a incubadora que vai gerir este espaço – quer que nasçam as primeiras startups unicórnio 100% portuguesas (avaliadas em pelo menos mil milhões de dólares) e que deverão misturar-se com outras empresas, sejam portuguesas ou não.
Para cativar residentes, o antigo edifício das máquinas do hub do Beato foi palco de um programa de conferências, ao final da tarde, para discutir os impactos da tecnologia na democracia, cultura, media, moda e nas cidades.

Durante os quatro dias, este espaço também foi transformado numa exposição da Startup Portugal, que ocupou dois pisos e que serviu para uma instalação artística, que conviveu com as pesadas máquinas industriais. Durante a visita fomos seguidos pelo wiiGo, o carrinho de compras autónomo da startup portuguesa Follow Inspiration.

O cenário entusiasma. Olga Barreto Gonçalves veio da Letónia para conhecer o ecossistema português e ficou impressionada com o que está a ser desenvolvido no Beato. “Tem muito potencial para transformar-se num sítio extraordinário. Gosto da história que tem por trás deste conjunto simbólico de edifícios. Se as obras ficarem bem feitas, pode atrair muitas pessoas interessantes”, explica esta promotora de startups ao Dinheiro Vivo, depois de visitar o espaço.

Para Catarina Varandas, “o Beato vai ser a zona mais in de Lisboa. Apresenta uma perspetiva paralela da cidade”, adianta a sócia da empresa de reabilitação urbana Evolutionest, que pensa em mudar-se para esta zona da capital.

As obras do hub do Beato vão arrancar nos próximos meses, com custos repartidos. O município vai tratar das ligações de água e esgotos e da instalação das redes telefónicas; as entidades promotoras terão de pagar as obras de reabilitação dos seus espaços. Será também criado um espaço museológico em parceria com a EGEAC, a entidade cultural da cidade de Lisboa.

Além do escritório da Web Summit em Portugal, já foi anunciado que o hub português vai contar com um centro tecnológico da Daimler (Mercedes I/O), uma micro cervejeira da Super Bock Group e ainda a empresa que detém o maior campus de startups da Alemanha, a Factory.

Com 35 mil metros quadrados, o espaço da antiga manutenção militar foi concessionado pelo Exército ao Município de Lisboa por um período de 50 anos e pretende tornar-se num dos maiores hubs de empreendedorismo a nível europeu. Depois das intervenções necessárias, espera-se que o Hub Criativo do Beato possa criar até cerca de 3 mil empregos.

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