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Fyde. Aceder a documentos de uma empresa em segurança

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Startup americana, com portugueses entre os fundadores e uma equipa no Porto, criou software que permite o acesso seguro a servidores de empresas, estejam na cloud ou em estrutura física.

Nasceram nos EUA mas é no Porto que está grande parte da equipa – cerca de duas dezenas de pessoas – e aonde é concretizado uma parte importante do desenvolvimento tecnológico. A startup Fyde tem dois anos e uns meses de vida e um software que permite que as “empresas consigam proteger os seus recursos de acessos de terceiros”, explica Luísa Lima, uma das fundadoras, ao Dinheiro Vivo.

Atualmente, muitos são os que têm o e-mail e o acesso a documentos confidenciais de trabalho (os “recursos”) à distância de alguns cliques, independentemente do local onde estão. Algo que levanta questões de segurança para as empresas cujos servidores podem, potencialmente, ficar em situação de vulnerabilidade a ataques externos.

Luísa Lima explica que o que o software da Fyde faz é partir do princípio que nenhum acesso aos documentos confidenciais alojados no servidor de uma empresa cliente é seguro. “Por exemplo, quando o CEO de uma companhia for tentar aceder a esse recurso o que vamos fazer é estabelecer uma ligação diretamente para o recurso e validar essa ligação como se não fosse o CEO, ignorando onde ele está. Vamos verificar se realmente o login é o do CEO, podemos verificar se tem o dispositivo protegido, se previamente o registou na rede, há quanto tempo é que está registado, se o sistema operativo está atualizado, se houve alguma tentativa de ataque… Para cada acesso vamos verificar uma quantidade” de itens para avaliar se é viável dar acesso.

“Criamos quase uma camada de abstração e ignoramos completamente se o colaborador está sentado na empresa ou não”, porque o software vai avaliar se os dispositivos cumprem os requisitos necessários “para nós conseguirmos garantir a segurança deste acesso”. Se, porventura, a solução da Fyde perceber que o dispositivo foi alvo de uma tentativa de hacking, o acesso vai ser barrado até que o mesmo seja verificado. Contudo, se o responsável tentar aceder a um recurso altamente confidencial mas o sistema operativo não estiver atualizado, o software vai indicar que é necessária essa atualização e, quando este processo estiver concluído e o equipamento cumprir os requisitos necessários, o colaborador vai poder aceder aos documentos pretendidos.

O modelo de negócio da startup assenta num plano de subscrição, dependente do número de utilizadores. No último verão, a Fyde concluiu uma ronda de financiamento no valor de dois milhões de euros. Os fundos portugueses Bright Ventures e Portugal Ventures participaram nesta operação, que também contou com entidades internacionais como Wells Fargo, DNX Ventures e Vertex Ventures. “O objetivo [com esta ronda] é o crescimento sustentável da empresa. Já temos uma base de primeiros clientes mas queremos chegar a mais. Estamos a começar a explorar o mercado europeu e vamos continuar a expandir em Silicon Valley. Vamos também contratar mais pessoas”, diz Luísa Lima.

Aplicação móvel

Com base na mesma tecnologia, a Fyde lançou uma aplicação que está disponível para o consumidor em geral. Pode ser descarregada tanto para o sistema operativo iOS como para Android e, indica Luísa Lima, “serve para proteger um utilizador normal de um telemóvel de um ataque de engenharia social – ataque de phishing”. A aplicação é gratuita.

A startup, por um lado, ajuda assim as pessoas a terem os seus equipamentos protegidos. E, por outro, consegue, de uma forma indireta, ter uma avaliação de desempenho da sua aplicação, através dos ratings na App Store e Play Store. A Fyde garante que não recolhe dados sobre a utilização. Apenas, e se o utilizador permitir, sobre os ataques. Esta empresa vai estar presente na Web Summit.

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