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25 startups mais promissoras com 134 milhões de euros de financiamento

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Mais de oito em cada dez euros (81%) que entraram nestas startups teve origem no estrangeiro

As 25 startups portuguesas mais promissoras (scaleups) obtiveram cerca de 150 milhões de dólares (134 milhões de euros) de financiamento entre 2011 e 2016. Esta é uma das principais conclusões do relatório “ScaleUp Portugal”, elaborado pela Building Global Innovatiors (BGI) em conjunto com a EIT Digital). Estas scaleups criaram no mesmo período mais de mil postos de trabalho altamente qualificados.

Veniam, Uniplaces e TalkDesk são as três scaleups que obtiveram mais financiamento nos últimos cinco anos e destacam-se no ranking por terem recebido perto de 70% do investimento e por não terem a sede em Portugal.

Os sectores do consumo (12) e das TIC – tecnologias de informação e comunicação (nove) são os que mais se destacam entre as 25 scaleups. Há ainda duas representantes da área da saúde e das tecnologias limpas e indústria. As empresas que têm como mercado o sector empresarial (B2B) estão em maioria face às que trabalham mais para o consumidor.

Top-25 scaleups portuguesas

 

  • “As startups das TIC e de consumo são as que recebem mais investimento estrangeiro, por causa, provavelmente, da possibilidade de escalarem mais facilmente o negócio digital a nível internacional. Além disso, o tempo de formação e o desenvolvimento de competências nestas áreas é mais fácil e demora menos tempo a obter”, justificam a BGI e a EIT Digital.

  • Nos outros sectores, “as startups têm mais necessidade de investimento”.

Dependência internacional

O relatório “ScaleUp Portugal” assinala também que mais de oito em cada dez euros (81%) que entraram nestas startups teve origem no estrangeiro. Isto é a “indicação de potencial mundial” destas empresas portuguesas.

“Mais startups estão inclinadas a obter investimento do estrangeiro do que do mercado doméstico por causa dos benefícios não-financeiros que tendem a receber, sobretudo dos investidores norte-americanos, como contactos para produção, vendas e emprego”, refere o documento.

Financiamento nacional e financiamento internacional das 25 scaleups

Financiamento nacional e financiamento internacional das 25 scaleups

Mas esta opção acarreta um risco para a economia portuguesa. Antecipa-se um impacto “na ordem dos milhares de milhões de euros” caso o capital estrangeiro decida vender as posições detidas nestas startups. São recursos que poderiam ser usados para desenvolver o ecossistema de startups”.

Este montante também poderá servir para apoios na área da pesquisa e do emprego, além de promover um aumento de salários e o impulsionamento de outras atividades económicas. Há ainda o receio da perda de talentos.

Capital de risco domina

Entre os 150 milhões de dólares injetados nestas scaleups, 82% foram colocados por fundos de capital de risco. Em números de investimento, os portugueses dominam, com a Portugal Ventures, a sociedade de capital de risco pública, a destacar-se, com 14 operações, seguida pela Faber Ventures (seis investimentos). O financiamento em troca ações (equity) é a operação favorita (98,44%), reduzindo os riscos de exposição.

Maiores investidores portugueses.

Maiores investidores portugueses.

Os business angels participaram em 16% das operações de financiamento e as incubadoras/aceleradoras contam com uma quota de apenas 2%.

Apesar de cada investidor só ter feito uma média de três investimentos nos últimos cinco anos – face aos 116 registados a nível mundial – houve um total de 170 operações de financiamento das 25 startups mais promissoras em Portugal.

Receitas e mercado

As scaleups eleitas para este relatório realizam vendas para 130 países, apesar de mais um quarto delas (28%) não ter ainda entrado no mercado comercial. Como consequência, apenas foram obtidas as receitas de 15 das 25 startups. Neste ponto, a 360imprimir e a TalkDesk são as que apresentam maior volume de vendas, no patamar dos cinco milhões de dólares.

Só que há apenas duas empresas que têm mais receitas do que investimento arrecadado, como a 360imprimir e a TTR – Transnactional Track Record. São também as duas startups que apresentam melhor rácio de capital turnover, ou seja com a melhor relação entre o investimento obtido e o dinheiro gerado.

Receita e investimento das startups

Receitas totais e financiamento total por startup

A 360imprimir e a TTR pertencem ambas ao sector do consumo, o que gera mais receber “apesar de receber menos financiamento do que as scaleups de TIC”. Ainda assim, “não há razão para alarme”, porque as scaleups mais tecnológicas “são relativamente fáceis de escalar”.

Apesar dos dados indicados no relatório, a Talkdesk indica que o seu volume de vendas já ultrapassou os 25 milhões de dólares, ficando assim também com um valor de faturação acima do montante de investimento recebido.

Limitações do relatório

A BGI e a EIT alertam que o relatório, referente apenas a startups criadas após 2011, teve algumas limitações, sobretudo ao nível da recolha de dados junto das startups e da disponibilidade dos entrevistados em colaborar na elaboração do documento, que recorreu às bases de dados Crunchbase, PitchBook e Informa D&B. O relatório será atualizado periodicamente e irá contar com novas fontes de informação.

Notícia atualizada às 15h00 do dia 6 de junho com informação atualizada sobre a Talkdesk, Baboom e mais esclarecimentos sobre as limitações do relatório.

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