novos negócios

Amorino. Os gelados em forma de flor chegaram ao Porto

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

São 24 os sabores disponíveis, incluindo vários bio e vegan, com a qualidade tradicional dos gelados italianos.

Lisboa, Vilamoura e, agora, Porto. A Amorino, a marca de gelados artesanais italianos presente nas principais cidades europeias e norte-americanas, instalou-se na mais emblemática artéria comercial do Porto, a Rua de Santa Catarina. E está já a fazer sucesso.

Para quem gosta de gelados, escolher só dois ou três sabores pode revelar-se frustrante. Ou, pelo menos, difícil. Na Amorino esse problema não se coloca. A sua imagem de marca são os gelados em forma de flor e é, também, isso que permite uma infinidade de combinações em cada gelado, com cada pétala a ser dedicada a um sabor em específico. Ou não, depende do gosto do cliente.

Leia mais: Viagem ao mundo em 15 gelados

A Amorino está em Portugal desde 2012, com lojas na Rua Augusta e na Rua Garrett, em Lisboa, e na Marina de Vilamoura. A escolha de locais premium para a instalação de cada nova gelataria é uma das exigências da marca italiana, criada em 2002 por Cristiano Sereni e Paolo Benassi. Não admira, por isso, que Ana Moreira e Pedro Pinto, os detentores da licença de franchising para o Grande Porto, tenham optado por abrir a sua primeira loja na Rua de Santa Catarina, no coração da cidade. E o segundo espaço tem já localização garantida: será nos Clérigos, junto à Livraria Lello. Uma terceira loja Amorino está planeada, mas sem prazo ainda para avançar.

Ana e Pedro são ambos médicos – dermatologista ela, neurorradiologista ele -, mas a vontade de terem um negócio próprio e, sobretudo, de contribuírem “para a valorização da cidade” que, nos últimos anos, e graças ao boom do turismo e à reabilitação urbana, se tem transformado e modernizado, foi algo que fez sempre parte dos seus projetos.

“Não é propriamente o dinheiro que nos move nem a vontade de mudar de vida, porque ambos vamos manter a nossa atividade principal. É mesmo a vontade de participar neste novo movimento de desenvolvimento, turístico e cultural, da cidade”, diz Ana Moreira. Uma guest house, um hostel, uma padaria ou um restaurante temático eram algumas das ideias que tinham. O objetivo principal era claro: “Tinha era que ser algo que acrescentasse valor”, explica Pedro Pinto.

“Não é propriamente o dinheiro que nos move nem a vontade de mudar de vida, porque ambos vamos manter a nossa atividade principal”, explica Ana Moreira.

E porquê uma gelataria e, especificamente, a Amorino? “Foi uma escolha mais sentimental do que outra coisa. Gostamos muito de viajar e havia uma gelataria em Verona, pequenina, onde íamos sempre porque tinha, para nós, os melhores gelados do mundo. Nem sabíamos o nome, só sabíamos que era aquela e ali voltávamos sempre que íamos a Verona. Em outubro de 2014, estávamos em Paris, a visitar a Feira Internacional de Arte Contemporânea e demos com uma gelataria que nos pareceu familiar. Era igual à de Verona”, conta Pedro Pinto. Depois, foi uma questão de tempo. “Fomos dando pequenos passos até chegarmos ao contacto com o master franchisador, em Lisboa, e começarmos a trabalhar no enquadramento do projeto”, acrescenta.

Ana e Pedro obtiveram a licença da marca, em exclusivo, para a zona do Grande Porto e traçaram um plano de negócios que prevê um investimento de 1,5 milhões de euros na abertura de três lojas até ao final de 2017. Na verdade, e dado que optaram por adquirir o edifício onde vão instalar a sua segunda gelataria Amorino, nos Clérigos, este valor é capaz de abarcar só as duas primeiras lojas. Mas também não têm pressa. “É importante vermos como é que esta primeira loja corre e como é que a cidade assimila o conceito”, refere Ana Moreira. No início do próximo ano arrancam as obras de reabilitação do edifício nos Clérigos e, se tudo correr bem, lá para abril ou maio abre a loja. A terceira, não tem local nem prazo definido.

Leia mais: A que sabe um gelado do Ribatejo?

E o que distingue os gelados Amorino, para além da sua forma em flor? “A qualidade dos produtos. Os gelados são produzidos com ingredientes biológicos de origens selecionadas”, explica Ana Moreira. A baunilha vem de Madagáscar, o café do México, as mangas da Índia, o coco do Sri Lanka, os citrinos da Sicília, as cerejas da Turquia, o pistáchio do Irão, o chocolate e as limas da América do Sul. O iogurte tem 0% de matéria gorda.

Há gelados e sorvetes – os primeiros, com maior percentagem de água, são mais frescos; os segundos, com mais leite e nata, são mais cremosos – em 24 sabores diferentes. Não se esqueça de experimentar, além dos sabores bio, os vegan. O preço é, provavelmente, o maior senão. Vai dos 3,5 aos 5,5 euros, consoante o tamanho. “É um valor um bocadinho alto para a cidade, mas acreditamos que a qualidade do produto e o atendimento que proporcionamos, vale a diferença”, diz Ana Moreira.

Aberta das 10h00 à meia-noite todos os dias do ano, a Amorino servirá, ainda, produtos variados de cafetaria, como o capuccino ou o caffe latte, batidos e cafés frios com gelados. Para combater a sazonalidade dos gelados, haverá crepes e waffles, bombons e artigos de pastelaria como o panetone. E 10 variedades diferentes de chocolate quente.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Mário Centeno

Centeno volta a cativar mais dinheiro

Natalidade. Fotografia: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Despesa com apoios à família é a quinta mais baixa da UE

Greve dos estivadores do Porto de Setúbal.

Estivadores de Setúbal anunciam greves parciais mas poupam Autoeuropa

Amorino. Os gelados em forma de flor chegaram ao Porto