Startup Portugal

Aqui vai nascer o maior hub criativo e empreendedor nacional

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Projeto para o espaço de 30 mil metros quadrados, em Marvila, deverá estar concluído até final deste ano.

Os vidros das portas e das janelas estão foscos e, na fábrica do pão do antigo armazém militar, na travessa do Grilo, no Beato, a escala dos trabalhadores dá conta das escalas de um ano que já passou: 2011. Só que, onde antes se guardavam armas e cereais – e no mesmo espaço em que funcionaram oficinas, fornos e garagens – vai nascer o mais prometedor polo de inovação de Portugal e um dos maiores da Europa.

“Hoje é o primeiro dia deste projeto”, assegurou Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa. Fontes lidera a instituição que será responsável, em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, por estruturar e projetar aquele que vai ser o maior hub empreendedor português e um dos maiores da Europa.

Tal como o Dinheiro Vivo tinha adiantado a 9 de maio, as Finanças e a Defesa Nacional cederam um espaço com cerca de 30 mil metros quadrados na freguesia do Beato, que servia de armazém militar, à Câmara Municipal para a implantação de um novo hub empreendedor e criativo na cidade. O espaço, que será arrendado por mais de 7,1 milhões de euros por um prazo máximo de 50 anos, foi esta sexta-feira apresentado a criativos, fazedores, políticos e jornalistas. É ali que vai nascer, nos próximos três anos, um dos maiores hubs criativos e empreendedores da Europa.

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O projeto Hub Criativo e Empreendedor – que deverá integrar várias incubadoras nacionais e estrangeiras, residências artísticas, criadores e criativos, uma zona de restauração e muitos mais projetos que venham a interessar-se pelo espaço – deverá ser apresentado até ao final deste ano, anunciou esta sexta-feira Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa. “É um dia marcante para o futuro da cidade de Lisboa e para a construção do futuro da zona oriental da cidade. (…) Este projeto prevê a revitalização e regeneração da zona entre Santa Apolónia e o Braço de Prata e acredito que este é um dos esforços mais ambiciosos de desenvolvimento integrado da cidade desde a Expo 98”, assegurou Medina.

“Este é um dos esforços mais ambiciosos de desenvolvimento integrado da cidade desde a Expo 98”, disse Fernando Medina.

O projeto de reabilitação e adaptação do imóvel deverá ser implementado gradualmente durante os próximos anos e aproveitando a realização da Web Summit em Portugal. “O evento deverá funcionar como uma âncora para este espaço. Desenvolvemos um plano, as incubadoras ocupam o espaço e, com isso, atraímos o talento que vai estar de olhos postos em Lisboa. Este será um emblema da continuidade da construção do futuro da cidade de Lisboa”, sublinhou Fernando Medina.

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No entanto, não é só de espaço que se fala quando se pensa no projeto. O Hub Criativo e Empreendedor ainda não tem nome definido mas, além de ser um núcleo que servirá para a reabilitação do espaço, os seus criadores querem que funcione também como catalisador criativo da zona ribeirinha, da cidade e do país. “Este processo de transformação faz-se dotando a cidade e focando-a nas indústrias do século XXI. Inovação, tecnologia e criatividade. E nada é mais simbólico do que fazer a polaridade das indústrias do século XXI no local onde a indústria do século XIX também nasceu. (…) Este espaço extraordinário pela sua história e magia vai ser um polo de criação de emprego, inovação e artes e uma das maiores incubadoras da Europa”, assegura o autarca.

Câmara acredita que espaço poderá ter uma ocupação de cerca de 3000 pessoas

Depois de apresentado o master plan, o projeto que designará as funções que desempenharão os espaços que integram o hub, a ideia é que o espaço se desenvolva de forma orgânica e que possa albergar cerca de 3000 pessoas no mesmo espaço. Miguel Fontes explica que as empresas interessadas por ocupar alguns dos espaços serão responsáveis por parte da reabilitação do espaço. “O investimento será depois compensado com uma taxa de aluguer a um custo mais vantajoso”, explica o diretor executivo da Startup Lisboa.

Na assinatura do contrato entre o governo e a Câmara, António Costa sublinhou a importância do projeto. “O país só pode desenvolver-se tendo como base o conhecimento, o investimento e a inovação”. Para isso, o governo tem levado a cabo reformas assentes “nos pilares da qualificação, inovação e modernização”, de maneira a reforçar um projeto para uma “economia mais competitiva”, tais como o Simplex, que tem como objetivo diminuir as barreiras burocráticas, da iniciativa Indústria 4.0, dedicado à digitalização industrial, ou o Startup Portugal, a estratégia nacional para o empreendedorismo, apresentado na semana passada no Porto.

Leia mais sobre o Startup Portugal, a estratégia nacional para o empreendedorismo

“Não queremos que seja só um evento que passa na agenda mas uma oportunidade para desenvolver um ecossistema forte a nível nacional. Queremos criar condições para atrair e fixar empreendedores, criadores e projetos na cidade. A indústria do século XXI vai distinguir-se pouco das da moda, dos escultores, dos pintores, dos artistas. Porque vai ser uma indústria criativa. Os territórios têm que ser criativos, inovadores, têm que assegurar esta mistura. Porque é ela que gera coesão”, detalhou o primeiro ministro.

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