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Balanço: O lado bom e menos bom de 2017 para os fazedores

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Soumodip Sarkar e Maria Salomé Rafael avaliam ano de 2017

Balanço positivo mas com vários pontos para melhorar. É desta forma que se pode avaliar 2017 na área do empreendedorismo. A segunda edição da Web Summit em território português e a ronda de investimento de 50 milhões de dólares da Feedzai foram os dois principais momentos para o ecossistema português.

Para ajudar a avaliar 2017, o Dinheiro Vivo recorreu a duas personalidades que lidam com o empreendedorismo fora dos principais centros do país. Soumodip Sarkar, professor catedrático da Universidade de Évora e especialista em empreendedorismo, e Maria Salomé Rafael, presidente da NERSANT, associação que representa as empresas de Santarém e que é também responsável pela Startup Santarém, aceitaram o nosso desafio.

O lado bom: Fazedores mais preparados e mais conhecimento do público

Entre outubro de 2016 e outubro de 2017, foram criadas 584 novas startups (mais de 14% face ao período homólogo anterior). Soumodip Sarkar recorre aos dados da Startup Portugal – entidade que dinamiza a estratégia nacional de empreendedorismo – para fazer um balanço “bastante positivo” de 2017. O professor da universidade de Évora nota também um “acréscimo do interesse da sociedade” portuguesa por este assunto.

Maria Salomé Rafael corrobora e acrescenta: “é de salientar o nascimento de mais empresas em setores qualificados e criativos, com capacidade de criação de valor acrescentado, e a descida da taxa de mortalidade das novas empresas”. Em suma, o mercado está melhor mas, sobretudo, que os empreendedores estão cada vez melhor preparados.

A líder da NERSANT recorda ainda o efeito do crescimento das startups na região ribatejana: “estamos já a trabalhar no projeto de ampliação da Startup Santarém, que esperamos iniciar muito em breve e que nos permitirá duplicar o espaço”.

Soumodip Sarkar lembra ainda outros dois acontecimentos: “a grande adesão ao Web Summit, tal como no ano anterior. Para além disso, noto também, por parte das instituições de ensino superior, uma consciência crescente sobre a importância de fomentar o empreendedorismo nos estabelecimentos do conhecimento.

O lado menos bom: Falta de capital estrangeiro e trabalho em rede

É preciso dar mais apoio às organizações que ajudam os fazedores a desenvolver as suas startups. Este foi o lado menos bom do empreendedorismo português em 2017, no entender de Maria Salomé Rafael.

“Falta reforçar o trabalho em rede e desenvolver sinergias entre os vários atores envolvidos nesta temática, especializando-se, cada um, nas valências para as quais está vocacionado. Esta é a realidade que verificamos, quer a nível regional, quer a nível nacional, onde verificamos o surgimento de uma multiplicidade de novas infraestruturas de apoio aos empreendedores, mas que não têm serviços de apoio aos associados, funcionando assim como meros espaços imobiliários”.

A principal responsável da NERSANT refere ainda: “é preciso reconhecer que os ecossistemas empreendedores existem a uma escala regional. Todos os investigadores têm demonstrado que os ecossistemas empreendedores funcionam a uma escala sub-nacional, muitas vezes regional e por vezes até, quando há massa critica para isso, a uma escala local.”

O professor catedrático da Universidade de Évora entende que “continua a faltar maior interesse da parte do capital de risco internacional, de uma forma geral, nas startups oriundas de Portugal, tirando um caso ou outro”.

Na parte dois deste trabalho anteciparemos 2018, o ano em que a Web Summit poderá ser realizada pela última vez em Portugal.

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