Marcas de luxo

É de luxo.Depois de criar marca, português quer transformar o luxo num festival

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Há dois anos Artur Casaca criou a marca de luxo Global Monarchy. Agora quer organizar o primeiro festival da fileira de luxo portuguesa. Em Portugal.

Em miúdo Artur Casaca visitava fábricas de têxteis e de couro com o pai, engenheiro mecânico. Fascinava-o os produtos de alta qualidade made in Portugal e reconhecidos lá fora. Hoje produz a sua própria marca, a Global Monarchy, em fábricas nacionais que produzem para griffes como Prada ou Dior. E quer organizar o primeiro festival dedicado ao luxo em Portugal.

“Havendo uma fileira do luxo que é ancestral e motor crescente da nossa economia pelo valor das suas exportações, empregos gerados e potencial trata-se de uma lacuna não existir um conceito que cumpra o papel de as unir e reconhecer devidamente”, justifica Artur Casaca, ao Dinheiro Vivo. O objetivo é mobilizar as principais empresas, marcas e profissionais ligados à fileira do luxo para um evento em que haverá debates, conferências, como “experiências sofisticadas com componentes gastronómicas ou musicais”, descreve.

“Estamos a fechar um espaço histórico nacional”, diz sem revelar mais detalhes, sobre com quem está a negociar a localização deste evento dedicado ao luxo.

Há cerca de dois anos decidiu avançar com a sua marca de luxo Global Monarchy. “Antes de se registar a explosão de grifes que hoje cá se produzem. Tive a intuição que era o momento certo”, justifica. Aposta onde investiu 20 mil euros.

Posicionou a marca no segmento de luxo. As peças têxteis – T-Shirts, sweats e vestidos – “são todas feitas por medida, numeradas e entregues diretamente com um certificado e um descritivo das especificidades únicas da peça”. No logótipo trabalho com o designer do Porto, Pedro Marques e com Aerosyn-Lex na arte final.

As peças “não se dirigem a lojas físicas no sentido em que as pessoas meramente pagam e as levam ou à comercialização trivial na internet”, continua. “Só as expomos e quem as quiser terá que nos enviar uma mensagem fundamentando porque as quer. O nosso cliente não compra apenas uma peça funcional, bonita e durável. Ele procura um serviço peculiar na compra e revê-se no conceito da Global Monarchy”, continua.

“Tornámo-nos um clube privado internacional com uma base de clientes que é um privilégio interagir e que chega a Paris, Londres, Macau, Barcelona entre outras grandes cidades mundiais. Desta forma somos humanos, diferentes das outras marcas no modus operandi e preservamos a exclusividade. Atributos tão característicos da essência do verdadeiro luxo”, reforça.

Produz em fábricas que trabalham com griffes internacionais de luxo. Mas para isso teve de bater a muitas portas. “Há milhares de fábricas em Portugal. Umas trabalham média gama-alta e produzem algumas peças de gama-alta. E depois existem umas que se dedicam somente à gama-alta e que por essa inerência não marcam presença online, não se deixam noticiar ou não recebem qualquer pessoa nas suas instalações. Eu palmilhei estas últimas, fossem de calçado, têxtil ou artigos de couro”, adianta.

“Foi preciso muita persistência para que me ouvissem e consequentemente me abrissem as portas. Hoje congratulo-me de já ter visto e tocado em muitas “joias” cá produzidas como: Armani Privé, Prada, Dior, Givenchy, entre outras”, conta. “Somos a primeira marca portuguesa das fábricas nacionais que produzem luxo”, garante.

O próximo passo é expandir para outras categorias.”Começámos com vestuário mas evoluiremos para outras áreas em que Portugal possui saber-fazer como calçado, chapelaria, entre outras”, diz.

“Fomos recentemente desafiados por uma fábrica de marroquinaria que trabalha cá para a Louis Vuitton e por outra de mobiliário. Nós vendemos acima de tudo qualidade. Não lançamos peças vulgares e em quantidades. Felizmente temos procura maior que a oferta e os clientes tem-se fidelizado”, diz.

O ano passado fecharam com 70 mil euros de faturação.

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