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E se a cidade empreendedora fosse um desenho? Define Lisboa

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Plataforma de co-autoria lançada pela Câmara Municipal de Lisboa em parceria com a With Company desafia pessoas a definir a cidade.

E se Lisboa fosse uma palavra? Escreva-a. E se fosse um objeto? Desenhe-o. E se a energia empreendedora da cidade – já chamada de nova Berlim ou a próxima S. Francisco – fosse uma profissão? Descreva-a. O que o faria mudar ou fundar a sua startup para Lisboa?

Foi a pensar em detalhar as características e em dar corpo a uma marca para a cidade – considerada pela BBC a melhor capital da Europa para trabalhar e desfrutar – que desse conta da energia empreendedora vivida atualmente que a Câmara Municipal de Lisboa desafiou a consultora de design estratégico portuguesa With Company a tratar do trabalho de campo para descobrir as respostas a todas estas perguntas.

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Há um mês, a With lançou a plataforma Define Lisboa, um site que funciona em regime de coautoria e que tem como principal objetivo reunir opiniões e perspetivas para chegar a uma marca de Lisboa mais fidedigna, que junte o presente – o que Lisboa é – com o futuro – o que Lisboa quer ser e será.

“Queremos criar uma marca e uma plataforma digital que defenda Lisboa enquanto marca e que permita agregar, representar e acompanhar esta Lisboa empreendedora irrequieta que entretanto tem crescido”, explica Rui Quinta, co-fundador da With Company.

“O último foi o Corriere della Sera que chamou a Lisboa a capital tech da Europa. Para quem acredita em milagres, está a acontecer um milagre em Lisboa. Mas estas comparações são resultado de um trabalho que junta estratégia, visão e ambição”, explicou Paulo Soeiro de Carvalho, diretor municipal de Economia e Inovação da Câmara de Lisboa, na conferência de apresentação da plataforma Define Lisboa, no início desta semana, no Teatro S. Luiz, em Lisboa. O evento serviu de arranque à 5ª Semana do Empreendedorismo de Lisboa. Saiba o que não pode perder aqui.

Leia mais: Lisboa no ranking de “cidades e regiões do futuro” do Financial Times

É que, se há três anos Lisboa contava com seis incubadoras de startups, este número aumentou para 15 atualmente – o projeto francês Reseau Entreprendre incluído -, ao qual se juntam mais de 40 espaços de cowork, que incluem gigantes mundiais como o Second Home ou o Impact Hub que em breve chegarão à capital portuguesa.

Leia mais: Startup Voucher disponível nos próximos meses

No site da Define Lisboa, a equipa explica melhor: “Fartos de sermos comparados com Berlim ou Silicon Valley, decidimos ir à procura da essência do Ecossistema Empreendedor Lisboeta através da co-criação. Ainda não sabemos muito bem o que é, mas sabemos muito bem o que não é!”, esclarecem.

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Investidores, fazedores, incubadoras, universidades e coworks são alguns dos elementos do ecossistema chamados a colaborar nas entrevistas e atividades criadas para o efeito. A With Company fez já cerca de 50 entrevistas a stakeholders para perceber que características fazem de Lisboa a cidade que é e que pode ser em breve.

“Queremos criar uma base que permita que Lisboa vá evoluindo dentro destes conceitos mas que deixe a cidade manter o caráter genuíno de que as pessoas tanto falam. Não estamos a criar apenas uma nova marca da cidade mas, durante três meses, desafiamos todos os participantes a repensar o ecossistema e a prepará-lo para o futuro”, detalha Rui Quinta. No final dos três meses a plataforma – que poderá mudar de nome no final desse período – será um depositório de projetos criados para responder a necessidades específicas, uma espécie de toolkit da cidade. Porque, como explica, todas as opiniões são valiosas. “Às vezes os insights são verdades escondidas. Decidimos pegar nas pessoas e nas ligações entre elas.”

Fartos de sermos comparados com Berlim ou Silicon Valley, decidimos ir à procura da essência do Ecossistema Empreendedor Lisboeta através da co-criação, explica a equipa da With Company, fundadora da plataforma Define Lisboa.

Um pitch de Lisboa

E se Lisboa fosse uma startup à procura de financiamento, sedenta de crescimento, a trabalhar no mundo. A Define Lisboa também desafiou os co-autores da plataforma a fazer um pitch da cidade. Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara de Lisboa, foi um dos que aceitou o desafio.

“Ninguém consegue simultaneamente ter as horas de sol que temos, a boa disposição que temos, as infraestruturas que nós temos, os jovens qualificados que nós temos, a vontade de estarmos abertos à inovação e ao experimentalismo e, acrescentar a isso, ser competitivos no custo de vida e instalação. Fazer parte do ecossistema de Lisboa é fazer parte da criatividade, do talento, da inovação deste século. Já temos hoje todas as condições para alguém que quer fixar-se em Lisboa tenha sucesso. E temos todas as condições para fazer as pessoas felizes”, explicou no seu pitch Duarte Cordeiro.

A primeira incubadora de Lisboa, a Startup Lisboa, nasceu da vontade dos Lisboetas, em resultado do Orçamento Participativo, um programa de ideias para a cidade que vai a votos – e é financiado – todos os anos. A ela, juntaram-se mais 15 incubadoras e cerca de 40 espaços de cowork, espalhados por toda a cidade. A chegada do Web Summit a Portugal e a Lisboa levanta um novo desafio: preparar a cidade para aproveitar as coisas boas que o maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo trará à cidade e ao país, antes, durante e depois da sua realização.

“Um dos grandes desafios não é a organização da Web Summit mas fazer com que a conferência tenha consequências, conseguir que deixe talento, capacidade empreendedora e uma marca na cidade”, admitiu Duarte Cordeiro na conferência de lançamento da 5ª Semana do Empreendedorismo de Lisboa.

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