Hub Criativo do Beato

Factory chega a Lisboa e instala-se no Hub Criativo do Beato até final de 2018

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Espaço de 11 mil metros quadrados vai acolher pelo menos 500 pessoas. Ligar startups a grandes empresas e preocupação com comunidades são os objetivos

O portão alto cinzento, com mais de dois metros, parece que esconde mais uma oficina na zona do Beato. Quando entramos, tudo muda. É partir deste loft que a Factory está a preparar a entrada em Portugal. O Hub Criativo do Beato vai receber a organização que gere o maior campus para startups da Alemanha. A Factory Lisbon vai ser oficialmente apresentada esta terça-feira, 25 de julho, e vai abrir portas até ao final de 2018, anuncia Simon Schaefer, cofundador do campus, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Encontrámos o sítio certo. Vamos para o Hub Criativo do Beato. Iremos ocupar um edifício com 11 mil metros quadrados, com vista para o rio. “Queremos criar um ambiente em que as startups cresçam mais rápido e tenham mais sucesso. Tanto queremos pequenas como grandes empresas”, conta o cofundador da Factory enquanto mostra algumas fotografias do espaço, que será reabilitado mas que não irá sofrer transformações profundas. Ao edifício original, serão acrescentadas várias escadas no interior e um terraço.

O cofundador da Factory reconhece a demora em encontrar um espaço para instalar o primeiro campus fora da Alemanha. “Estivemos de olho em vários edifícios e chegámos a negociar com um potencial parceiro, mas não conseguimos chegar a um acordo. Discutimos o projeto várias vezes com a Câmara de Lisboa e seguimos vários ângulos” recorda. O anúncio da chegada deste projeto a Portugal foi feito em março de 2016 numa entrevista ao Observador.

As obras deverão custar “alguns milhões de euros” e deverão arrancar entre o final do terceiro trimestre e o início do quatro trimestre. Simon Schaefer mostra-se muito confiante com esta aposta. “Estamos muito otimistas com Lisboa”. Por causa disso, além dos escritórios, que permitirão acolher 500 pessoas, entre grandes empresas e startups, haverá um ginásio e um bar, com vista para o rio Tejo.

Leia aqui: Um ano depois, o que é feito do Hub Criativo do Beato?

A sustentabilidade é outra das grandes preocupações dos alemães. “Haverá sistemas de tratamento de água, janelas especiais para lidar com o clima. Queremos ficar aqui por muito tempo”, assegura o também líder da Startup Portugal.

Líder alemão e norte-americano

A Factory acredita que em Lisboa poderá acontecer o mesmo do que em Berlim. Para isso, conta como Jeremy Bamberg, meio alemão meio norte-americano e que será o CEO do campus em Portugal. “Hoje em dia, há ligações que são criadas de formas muito curiosas. Nem imaginam as pessoas que conheci só por andar de elevador. É uma forma mais fácil de ligar as pessoas e deixar que a serendipity (feliz coincidência) aconteça”.

Jeremy Bamberg recorda a primeira vez em que passou por Lisboa. “Vim a Lisboa pela primeira vez há dois anos na sequência de uma série de jantares conferência que organizámos na Europa – ‘The Startup Europe Summit’. Organizámos um jantar no Museu da Electricidade para 50 pessoas e organizações do ecossistema. Desde aí, tenho viajado bastante entre Berlim e Lisboa. Passo cada vez mais tempo na capital, mas mantenho algumas funções em Berlim. Com cada vez mais trabalho em Lisboa, sobretudo a partir do final do verão, planeio passar cá bastante tempo”, adianta.

Preocupação com a comunidade

A missão da Factory não ficará restrita à ligação entre startups e grandes empresas. A criação de laços com a comunidade do Beato e de Marvila está entre as principais missões desta organização.

“Queremos, por exemplo, organizar formações para as pessoas que não saibam usar a Internet. Também teremos eventos para as crianças. Queremos assegurar que no Beato não teremos estes super executivos muito bem pagos que andam de ténis e de fato e que chegam num Tesla. Não é essa a mensagem que queremos passar. Queremos criar uma comunidade orgânica em que seja promovida a entreajuda”, assinala Simon Schaefer.

O Hub Criativo do Beato será apresentado oficialmente esta terça-feira, 25 de julho. Com 35 mil metros quadrados, este espaço foi concessionado pelo Exército ao Município de Lisboa por um período de 50 anos pretende tornar-se num dos maiores hubs de empreendedorismo a nível europeu.

Depois das intervenções necessárias, espera-se que o Hub Criativo do Beato possa receber cerca de 3 mil pessoas. “Este espaço extraordinário pela sua história e magia vai ser um polo de criação de emprego, inovação e artes e uma das maiores incubadoras da Europa”, indicou, a 17 de junho de 2016, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa. Incubadoras, startups e empresas são as possíveis ocupantes destes 35 mil metros quadrados.

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