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Fixando. Quando os clientes contratam mais rápido e as PME aceleram receitas

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Fundadores do Standvirtual lançaram plataforma que funciona em Portugal e na Alemanha. Após três meses, a startup conta já com mais de 10 mil clientes

Manuel quer vender uma casa e precisa de alguém que faça a certificação energética. Em vez de andar à procura de especialistas nas Páginas Amarelas, pode chegar a uma plataforma online, indicar o serviço, responder a perguntas específicas e receber, em 48 horas, respostas de até cinco especialistas.

Este é o serviço prestado pela Fixando, startup criada por Miguel Mascarenhas, Markus Scherner e Michiel van der Meer, fundadores de portais como Standvirtual, Coisas e Imovirtual. Querem transformar o processo de contratação e acelerar as receitas de freelancers, empresários em nome individual e pequenas e médias empresas (PME). Lisboa é o centro de operações deste projeto.

Com mais de 1200 categorias disponíveis, a Fixando pretende ajudar os utilizadores a contratar de forma mais fácil, rápida e barata. O serviço não tem custos para os clientes; os profissionais pagam no momento em que enviarem o orçamento ao cliente. Os pagamentos são feitos diretamente entre clientes e profissionais.

“Todos os pedidos são verificados e confirmados por uma equipa. Retiramos muita da triagem inicial que o profissional teria de fazer”, explica Miguel Mascarenhas, um dos fundadores, ao Dinheiro Vivo.

A ideia surgiu no estrangeiro. “Estou a viver em Amesterdão e apercebi-me de que fazia sentido lançar uma plataforma deste género. Escolhemos Portugal para lançar as operações porque tem a facilidade de atrair bom talento nacional e internacional e de os fundadores já conhecerem o país.” A equipa é constituída por dez pessoas e toda a plataforma tecnológica foi desenvolvida internamente.

Além de Portugal, a Fixando iniciou logo as operações na Alemanha. Com mais de dez mil clientes ao fim de três meses, 70% dos registos são feitos nesta startup a partir do nosso país. Por cada quatro contactos, é concretizado um negócio.

Apesar de já haver plataformas deste género quer no estrangeiro quer em Portugal – a Zaask é o principal exemplo -, a Fixando quer fazer a diferença através da experiência dos fundadores e do contacto permanente com os profissionais.

Miguel Mascarenhas defende que a própria equipa “é bastante experiente, internacional e que já apostou noutros projetos ligados à internet”. O contacto permanente com os profissionais é feito através de workshops: a cada duas semanas, realizam-se sessões de esclarecimento que permitem “aumentar o envolvimento” na plataforma.

A credibilidade e a confiança são duas palavras-chave. “É preciso ganhar a confiança dos nossos profissionais, que são os nossos prestadores de serviços e que vão captar os clientes.” É também preciso explicar que “existem novos modelos que são bastante vantajosos para eles próprios”. Na Fixando, para os pedidos em que estão interessados, “só pagam uma pequena parte” da comissão que pagariam, por exemplo, por um espaço nas Páginas Amarelas. Além disso, “a pessoa escusa de pegar no telefone” para confirmar os dados.

Os pagamentos dos profissionais são feitos em pacotes de créditos, que custam entre 48 e 97 euros (sem IVA). Os profissionais podem adicionar, no momento do registo, e de forma gratuita, imagens, galerias, vídeos e ficheiros de áudio. Estes créditos são a única fonte de receitas da Fixando. Por cada negócio são gastos dois ou três créditos, conforme o serviço.

Futuro moldável
Miguel Mascarenhas não se compromete, para já, com o lançamento da Fixando em mais países. “Ainda temos muito trabalho para fazer na Alemanha.” Em relação a Portugal, nota-se que o escritório da startup está preparado para ter mais pessoas; não faltam cadeiras e secretárias prontas para receber mais gente.

“Crescer é uma necessidade. À medida que houver mais pedidos de clientes e adesões de profissionais, teremos a necessidade de procurar pessoas qualificadas e que tragam experiência para a empresa.”

(Notícia corrigida às 12h43 de 17/04/2017 com esclarecimentos sobre o uso dos créditos pelos profissionais e o processo de registo)

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