Inovação

Prémio Indústrias Criativas 2018 já tem finalistas

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O prémio é uma parceria da Super Bock e de Serralves, com o apoio, entre outros, da Agência Nacional de Inovação, e está a comemorar dez ano

O primeiro tapete de cortiça produzido em tear industrial, um cadeirão com sistema de som incorporado; mobiliário com peças unidas apenas através de encaixes ou uma plataforma de crowdsourcing para produção de vídeos curtos são alguns dos projetos finalistas do Prémio Nacional Indústrias Criativas.

Nesta 10ª edição da iniciativa conjunta da Super Bock e de Serralves foram, ainda, selecionadas duas gamas de calçado inovadoras – uma recupera a tecelagem de Almalaguês e a outra que tem como imagem de marca a geometria e arquitetura dos saltos altos -; um projeto de dispositivos wearable para espetáculos convencionais; uma plataforma para rotina de treino de dançarinos; serviços exclusivos para a área do gaming e um serviço personalizado para transporte de bagagens. Os vencedores serão conhecidos em julho.

Foram 164 as candidaturas submetidas e o júri selecionou 10 para passar à fase seguinte. São cinco projetos integrados na categoria Arquitetura e Artes Visuais, dois em Música e Artes do Espetáculo, dois em Conteúdos e Novos Media e um na categoria de Turismo e Património.

A Sugo Cork Rugs é uma marca de tapetes fabricados em Portugal que recupera a tradição da arte com o objetivo de desenvolver “produtos de design responsável e atrativo”. Usa, apenas, materiais reciclados ou sustentáveis que são combinados com um tapete de cortiça. Quanto à Horizon 47 criou um cadeirão com um sistema de som incorporado, invisível, que alia “um design inovador com grande qualidade construtiva e tecnológica”. Ao utilizador é prometida uma “experiência acústica otimizada” a par de um “elemento diferenciador” no ambiente. Já o Móvel ao Quadrado é uma linha de mobiliário ecológica baseada na “simplicidade da (des)montagem e transporte”. O mobiliário assenta num número reduzido de peças, unidas através de encaixes, facilitando todo o processo de forma rápida, simples e eficaz.

Há, ainda, dois candidatos mais vocacionados para a moda na categoria Arquitetura e Artes Visuais. Futou é um projeto colaborativo de design de calçado que explora o legado da tecelagem artesanal de Almalaguês em articulação com a indústria e pretende “revitalizar os recursos existentes, nomeadamente nos materiais, desenhos icónicos, moldes e técnicas de produção”. A Guava Shoes é uma marca de calçado 100% portuguesa em que a geometria e a arquitetura dos saltos altos sobressai. Os sapatos são feitos à mão e aliam o uso de tecnologias com impressão 3D e moldes da indústria automóvel.

Na categoria Música e Artes do Espetáculo, o júri selecionou o Quarteto Comtratempus, que potencia a sinergia entre as artes de palco convencionais e as tecnologias multimédia interativas, através do uso de sensores que fazem parte do instrumento utilizado em palco. A ópera “As sete mulheres de Jeremias Epicentro” inclui tecnologias wearable, em que a cenografia e o som são manipulados por um dispositivo ‘vestível’ pelas cantoras. Destaque ainda para a plataforma online Moot – the Moviment Lab, que cria e disponibiliza conteúdos para e por dançarinos com o objetivo de “potenciar a sua rotina de treinos, independentemente do estilo de dança”.

Nos Conteúdos e Novos Media, está a Glymt, uma plataforma de crowdsourcing de vídeos curtos com website e aplicações móveis que permite fazer pedidos específicos de vídeo e beneficiar da interpretação criativa da comunidade. Já a Inygon tem como foco o mercado dos videojogos, com serviços direcionados para as marcas e gamers, onde se inclui a produção de eventos e conteúdos, bem como o desenvolvimento de soluções web customizadas.

A lista dos 10 finalistas fica completa com o projeto Luggage Driver, integrado na categoria de Turismo e Património, uma start-up 100% portuguesa que presta um serviço “personalizado, simples, conveniente e eficaz”, na recolha e transporte de bagagem especialmente de turistas e viajantes que se deslocam a Portugal.

“Todos estes projetos vão continuar a ser acompanhados por mentores para a elaboração de casos de negócio e para a capacitação dos projetos tendo em vista a captação de financiamento nacional e internacional. A criação de uma rede de contactos é uma das vantagens que a participação no Prémio Nacional de Indústrias Criativas fornece”, destaca os promotores em comunicado.

Desta short-list sairá o grupo de vencedores, com prémios prémios monetários no valor de 15 mil, sete mil e três mil euros, respetivamente, e a possibilidade de serem os representantes de Portugal na maior competição internacional de indústrias criativas, a Creative Business Cup, que se realizará em Copenhaga em novembro. A Agência Nacional de Inovação irá ainda atribuir a distinção Born from Knowledge ao projeto tecnologicamente mais inovador.

 

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