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Primetag. O poder para os influenciadores terem melhores resultados

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Única startup na Europa com dados reais dos influenciadores vai apostar em França a partir de junho.

A Primetag passou de uma agência de meios a uma plataforma que trabalha no marketing de influência. A transformação desta startup portuguesa deu-se durante o ano passado e permite que os influenciadores possam falar diretamente com as marcas e em tempo real. A chegada a França é o próximo passo da única empresa na Europa que desde o ano passado consegue ter acesso às estatísticas dos influenciadores nas redes sociais com a sua autorização.

Com a Primetag, explica Manuel Albuquerque, “a marca pode pedir a informação ao influenciador, que tem na sua plataforma todos os dados estatísticos e pode escolher a que marcas mostra esses números em tempo real. Não tem de andar a montar ficheiros para outras marcas. Não é preciso andar a enviar media kits”. Isto acontece porque plataformas como o Instagram, YouTube e Facebook olham para a empresa portuguesa “como uma rede complementar à deles”.

“Noutras plataformas, as marcas não têm acesso à informação e baseiam em estimativas os gastos nas campanhas. No final, o influenciador pode não atingir o público-alvo esperado por causa dos dados errados”, conta o cofundador e líder.

O acesso a estes dados é ainda mais importante para a Primetag porque “antes do dia 4 de abril e do escândalo Cambridge Analytica, uma plataforma qualquer conseguia pedir os dados do influenciador no Facebook e Instagram sem o consentimento dos influenciadores”, destaca o fazedor.

Atualmente, o Instagram e o YouTube são as redes com mais sucesso para a Primetag. O Facebook já não tem o alcance de antigamente porque “obriga a ter conteúdos patrocinados para alcançar audiência relevante. No Instagram, um conteúdo orgânico, sem ser patrocinado, chega até metade dos seguidores; no Facebook, uma publicação normal só chega a 2/3% dos seguidos”.

A empresa nascida em 2015 em Aveiro também mudou o modelo de negócio. Até ao terceiro trimestre do ano passado “recebíamos uma comissão sobre cada campanha no mercado”. Atualmente, não há comissões. “Cobramos uma subscrição mensal de um software às marcas, que podem investir em campanhas a comissão que antes ficava connosco”. Os agentes e influenciadores não pagam para utilizar a plataforma da Primetag.

É preciso olhar de outra forma para as receitas. “O negócio de software necessita de poucos recursos mas é um negócio de escala. Temos de ter muitos clientes que gastam um bocadinho com a nossa plataforma”.

Portugal e Espanha são os dois mercados onde a Primetag está presente, com clientes como a Sonae ou agências de meios como a Carat. No primeiro trimestre deste ano, “triplicámos o valor das campanhas que fazíamos mensalmente. Trabalhamos com mais marcas e fazemos mais campanhas do que no passado.”

Em território português, a empresa quer transacionar dois milhões de euros este ano em campanhas de influenciadores, o que corresponde a um terço do mercado doméstico. O mercado digital espanhol “vale 10 vezes mais do que o português”, apesar de o país vizinho ter apenas “quatro vezes mais população”.

Leia mais: Influencers. “No futuro, este tipo de estratégias deve ser real e honesto”

As diferenças entre os dois países ibéricos não ficam por aqui. “Enquanto as marcas em Portugal estão à procura da melhor estratégia para influenciadores, em Espanha já sabem o que querem, as agências estão montadas e há planos definidos. Só precisam de um software para otimizar processos. Portugal está dois anos atrás de Espanha, com as agências e marcas um pouco à procura do melhor modelo de negócio.

Chegada a França
As mudanças não ficam por aqui: a plataforma portuguesa vai chegar a França a partir de junho. “Trabalhamos em Portugal marcas como Auchan, La Redoute, L’Oreal e Fnac. Encontrámos escala nos clientes franceses que temos cá e o custo de aquisição de cliente é mais baixo em comparação com o mercado alemão, inglês ou brasileiro.”

O mercado francês faturou 50 milhões de euros em campanhas de influenciadores no ano passado. A Primetag quer ficar com pelo menos 3% da fatia deste mercado – 1,5 milhões de euros – nos primeiros 12 meses.

Série A em 2020

A plataforma portuguesa já captou perto de 1,5 milhões de euros junto dos investidores. Depois da mudança no modelo de negócio, não vai andar à procura de mais financiamento no mercado pelo menos durante um ano. Só depois disso é que se poderá falar na série A, no montante entre 5 e 10 milhões de euros.

Estamos a procurar um modelo que alimente o investimento por si só. Se precisarmos de mais financiamento, será para entrar em cinco ou seis mercados ao mesmo tempo. Em meados de 2020, depois de estarmos a crescer bem em Espanha e França e até em países vizinhos de França, a próxima ronda de investimento vai servir para entrar em mercados como os Estados Unidos”, antecipa Manuel Albuquerque.

A Primetag conta atualmente com uma equipa de 25 pessoas, que está dividida entre Oeiras e Aveiro. Até ao final do ano, esta equipa passará a ter até 35 pessoas.

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