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Queijos e iogurtes de superalimentos e sabores exóticos

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Aposta em receitas alternativas e superalimentos biológicos leva empresa de Glória do Ribatejo a vender produtos inovadores em mercados biológicos.

A VeganChee, a partir de Glória do Ribatejo, produz os primeiros queijos e iogurtes em Portugal feitos com receitas exóticas e com base e, superalimentos e ingredientes biológicos. Um negócio lançado e liderado pela engenheira do Ambiente Mónica Venda.

Os queijos são preparados com bebida vegetal de sésamo, amido, azeite, leveduras e especiarias e não têm glúten. Há cinco variedades: pimenta caiena; especiarias; tomate seco; azeitonas; nozes. Ao provarmos, o sabor até parece mais intenso do que quando comemos um queijo normal. Mas Mónica Venda só descobriu a importância dos sabores destes queijos vegan depois das primeiras experiências.

“O primeiro queijo era simples e não tinha aromas adicionais”, conta. Em 2016, começou a ser acompanhada por vários mentores depois de participar no concurso de ideias Incubar + Lezíria, da região de Santarém. “Fiz várias provas cegas e inquéritos, para perceber quais são os sabores que os consumidores preferem.” A produção em série dos queijos arrancou em dezembro de 2016 e levou a engenheira a sair da empresa de gestão de resíduos.

Meio ano depois, Mónica Venda alargou o negócio da VeganChee aos iogurtes, com bactérias ativas, base de aveia e adoçadas por folhas de stévia biológicas, que são produzidas em Portugal.
Os iogurtes são fermentados e têm sabores pouco habituais, “mas benéficos para a saúde”: curcuma e pimenta preta; spirulina e cânhamo, beterraba, morangos e amoras, avelã e alfarroba, caju e amêndoas. Cada unidade custa 1,5 euros – “dentro da média de preços do mercado biológico” – e tem prazo de validade de 45 dias, por não serem utilizados conservantes.

Os queijos e iogurtes estão à venda em lojas e mercados biológicos de norte a sul do país, sobretudo nas regiões de Porto, Lisboa, Santarém, Lisboa e Faro. Também é possível fazer encomendas por telefone ou através do Facebook. No primeiro ano de produção, a empresa faturou 30 mil euros.

O negócio da VeganChee começou por uma necessidade da engenheira do Ambiente. “Não tenho uma alimentação normal (omnívora) e, por causa disso, tive vários problemas de saúde. Decidi seguir uma dieta vegetariana e senti grandes melhorias. Mas apercebi-me de que estamos tão habituados a determinados produtos que temos dificuldade em deixá-los.”

Mónica Venda reparou assim que havia “grandes falhas de produtos para vegetarianos”. Com um gosto especial por culinária e um terreno certificado para agricultura biológica, esta fazedora começou a fazer alguns testes e criou receitas para quem segue uma dieta vegetariana. Foi nessa altura que surgiu a primeira receita de queijo sem qualquer produto animal. As primeiras foram criadas em parceria com a nutricionista Magda Roma.

A unidade de Glória do Ribatejo tem capacidade para produzir 500 iogurtes e 300 queijos por dia, mas ainda não funciona todos os dias porque o negócio está numa fase de lançamento. O apoio é dado pela Nersant, a associação de empresas da região de Santarém. A VeganChee, até agora, só recebeu investimento da engenheira do Ambiente.

Mas ainda há algumas dificuldades que têm de ser superadas: é necessário encontrar um parceiro de distribuição a nível nacional e diminuir os custos de produção; há alguns alimentos que ainda têm de vir do estrangeiro e que são dispendiosos. Mais tarde, começarão a ser desenvolvidos novos produtos vegetarianos, que poderão chegar ao mercado internacional e sempre com um toque exótico.

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