Protechting

Startups do Mediterrâneo procuram investidores chineses

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Amiko, Bdeo e Visor.ai ganharam, cada uma, 10 mil euros e vão viajar em setembro para a China

Da final do programa Protechting era esperado apenas um vencedor entre os 14 finalistas. Só que, à última hora, o júri da iniciativa, desenvolvida pela Beta-i em parceria com a Fosun e a Fidelidade, surpreendeu e acabou por premiar três startups. Amiko, Bdeo e Visor.ai ganharam, cada uma, um prémio monetário de 10 mil euros – num valor total de 30 mil euros – e uma viagem à China, em setembro, para apresentarem cada uma das soluções. Os premiados foram anunciados na terça-feira no espaço Chiado8, em Lisboa.

“O Protechting 2.0 focou-se nas melhores startups, mais maduras, e num maior envolvimento dos parceiros. Houve uma forte melhoria na relevância internacional do programa. Melhorámos o fit entre soluções das startups e da Fidelidade. Tivemos melhores casos de desenvolvimento durante a fase de aceleração”, assinalou Jorge Magalhães Correia, líder da Fidelidade, durante a cerimónia de atribuição de prémios.

Magalhães Correia acrescentou que atualmente vive-se uma “revolução de negócio” e há uma mudança na forma “como fazemos e vemos as empresas do futuro”. As três startups que venceram ligam com a seguradora portuguesa e o grupo chinês de várias formas.

A Amiko, fundada em Itália em 2015, aposta na área da saúde, ao desenvolver soluções digitais que apoiam os cuidados respiratórios, através da recolha de dados em como os pacientes utilizam os medicamentos. Com recurso a sensores avançados, mobile computing e grandes volumes de dados, pretende redesenhar este tipo de cuidados.

Na área dos seguros, os espanhóis da Bdeo pretendem simplificar o processo de peritagem. Em vez de recorrer a formulários em papel, cada cliente usa a câmara do smartphone para fazer vídeos, tirar fotografias, enviar notas e tratar deste tipo de processos de forma virtual com um perito de uma empresa de seguros.

Para prestar um melhor e mais rápido serviço aos clientes da Fidelidade, os portugueses da Visor.ai desenvolvem um sistema que automatiza “até 70%” as interações das empresas com clientes com recursos a inteligência artificial e a chatbots (chats automáticos).

A Fosun, ao apostar no programa Protechting, quer “contribuir para um futuro melhor ao apoiar as novas gerações. O empreendedorismo foi sempre um valor-chave para a Fosun”. O grupo chinês poderá mesmo investir nas três startups que venceram.

Em relação às restantes 11 finalistas, a Fidelidade e a Fosun poderão integrar algumas das soluções propostas nos próximos meses. Isto acontece graças à qualidade dos projetos apresentados. Para Pedro Rocha Vieira, líder da Beta-i, “este é um excelente exemplo de como a inovação vem de todo o lado e como Lisboa está a tornar-se um hub internacional”.

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