Hub Criativo do Beato

Um ano depois, o que é feito do Hub Criativo do Beato?

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Pretende-se que este espaço, com 35 mil metros quadrados, torne-se num dos maiores hubs de empreendedorismo da Europa

“É um dia marcante para o futuro da cidade de Lisboa e para a construção do futuro da zona oriental da cidade.” A 17 de junho de 2016, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, dava conta das ambições para o Hub Criativo do Beato, um espaço com 35 mil metros quadrados concessionado pelo Exército ao Município de Lisboa por um período de 50 anos e que pretende tornar-se num dos maiores hubs de empreendedorismo a nível europeu.

Só que um ano depois, quem passa pelo antigo armazém militar, na travessa do Grilo, no Beato, não vê grandes alterações exteriores e interiores, mesmo depois de terem decorrido eventos como o Road 2 Web Summit, que escolheu as 67 startups representantes de Portugal na cimeira tecnológica. Afinal, o que é feito do Hub Criativo do Beato? O Dinheiro Vivo sabe que as primeiras novidades deverão ser conhecidas em julho ou apenas depois das eleições autárquicas.

Até lá, Miguel Fontes, o diretor executivo da Startup Lisboa, entidade que dinamiza este espaço, explica o que foi feito no último ano no Hub Criativo do Beato.

É preciso ter alguma paciência para perceber que a dimensão do que estamos a falar envolve, de facto, um trabalho que não sendo tão visível, não significa que não esteja a ser feito e a ser feito de forma efetiva. A seu tempo, teremos condições de trazer a público uma parte significativa desse trabalho”, indica Miguel Fontes ao Dinheiro Vivo.

O diretor executivo da Startup Lisboa refere que “está a ser feito um levantamento” do espaço, que conta com um total de 20 edifícios, sem qualquer ligação externa. “Também estamos a fazer trabalho de apresentação do espaço e a responder às manifestações de interesse. É um trabalho de formiguinha, feito diariamente, para quando for o momento de vir a público tenha a consistência do que vai ser em concreto. Isto é um projeto de grande fôlego.”

Apesar de ter sido concessionado à Câmara de Lisboa, a Startup Lisboa também está a “criar um modelo financeiro e de exploração. São dimensões de trabalho que, não sendo visíveis, estão a acontecer. Ninguém esperaria que um projeto desta dimensão, aqui e em nenhuma parte do mundo, passado um ano, estivesse rapidamente a funcionar”.

Miguel Fontes dá conta também dos contactos recebidos por várias entidades. Mas ainda estão a ser definidas as áreas de trabalho e as obras de intervenção necessárias para que, por exemplo, a Web Summit possa instalar o escritório em Portugal no Hub Criativo do Beato.

Sobre as obras, o líder da Startup Lisboa diz que o investimento “será dividido entre município e promotores. Há intervenções que ficarão integralmente a cabo do município e outras a cargo dos futuros ocupantes”.

Depois das intervenções necessárias, espera-se que o Hub Criativo do Beato possa receber cerca de 3 mil pessoas. “Este espaço extraordinário pela sua história e magia vai ser um polo de criação de emprego, inovação e artes e uma das maiores incubadoras da Europa”, indicou, a 17 de junho de 2016, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa. Incubadoras, startups e empresas são as possíveis ocupantes destes 35 mil metros quadrados.

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