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Virtus. Eles garantem que a cerveja não falha e que o vinho está no ponto

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Startup que começou na Universidade do Porto fornece soluções de IoT para empresas como Super Bock Group e Frulact.

Há cerca de 300 cafés e restaurantes em Portugal onde muito dificilmente a cerveja vai falhar nos próximos meses, mesmo no pico do verão, que começa com um Mundial de futebol. Este é o principal projeto da Virtus, uma startup nascida na Universidade do Porto e que, graças a sensores e a uma plataforma, pretende ajudar estes bares e cafés a vender produtos com mais qualidade e menos custos. Liderada por Ricardo Teixeira, a empresa já arrecadou 250 mil euros de investimento e está incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.

Super Bock Group, Frulact e Sogrape são alguns dos clientes. “Procuramos empresas que tenham muito foco industrial e que tenham na sua atividade algo que seja replicável, tanto em sensores como em processos. Os nossos clientes estão em áreas onde podemos aplicar estes sensores e a informação recolhida pode ser usada para melhorar a produção”, explica o líder da empresa, Ricardo Teixeira, ao Dinheiro Vivo.

O projeto com o Super Bock Group é o mais emblemático. Os sensores instalados nos tanques em inox permitem, por exemplo, controlar o consumo de cerveja em tempo real nos pontos de venda.

A cervejeira sabe sempre quando deve reabastecer o stock, o que pode facilitar a gestão nos picos de procura. Graças a um algoritmo, é possível prever quantos dias a cerveja vai durar num determinado ponto de venda, tendo em conta fatores como o consumo prévio e a previsão meteorológica. “O sol e o calor são os melhores vendedores de cerveja. O consumo pode crescer 40% de uma semana para a outra com estes fatores”, calcula o fundador.

Leia aqui: Porto. Ligação entre universidade e startups já vale 190 milhões

Com a Frulact, a Virtus aproveita os sensores instalados em 15 mil contentores de alumínio para controlar a temperatura e a pressão dos preparados de fruta para iogurtes, para evitar estragos e até indemnizações.

Já com a produtora Sogrape, a startup do Porto executou um projeto mais pequeno, em que foram controladas as condições ambientais no envelhecimento das barricas para manter a qualidade do vinho.

Até chegar a este ponto, a Virtus passou por várias mudanças: “Começámos há três anos, depois de termos estado na Faculdade de Engenharia do Porto. Participámos numa série de experiências durante a faculdade e em alguns hackatons [maratonas de programação].”

O Neptuno, um sistema de inteligência artificial para fazer uma lista de compras, com recurso a reconhecimento por voz e outro tipo de funcionalidades, foi a primeira ideia da Virtus. A ideia chegou a vencer um hackaton da Sonae mas acabou por ser abandonada: ”Estávamos completamente impreparados para o mercado, o modelo e planos de negócio”.

Os quatro fundadores da Virtus, entretanto, deram a volta à situação. Depois de pedirem ajuda a amigos, professores e familiares, receberam o apoio de um dos administradores da Frulact para desenvolver uma nova versão da “plataforma de rastreabilidade da empresa”. O projeto foi tão bem recebido que este professor tornou-se, entretanto, um dos sócios da Virtus e ajudou esta startup a ganhar alguns clientes.

A tecnologia da Virtus também está ao serviço dos particulares, com a aplicação móvel Virtus.io, que permite controlar, de forma gratuita, investimentos feitos em criptomoedas. Para já, “é uma brincadeira”, mas pode tornar-se um caso sério em alguns anos.

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