histórias de fazedores

Gonçalo Mendonça: “Uma startup é como tomar conta de uma criança”

Gonçalo Mendonça, CEO da EatFirst. Fotografia: DR
Gonçalo Mendonça, CEO da EatFirst. Fotografia: DR

Este português gere a EatFirst, plataforma de entrega de refeições de gama superior que funciona no Reino Unido

Gonçalo Mendonça estudou Engenharia Electrotécnica no Porto. Só que depois de passar por três continentes lidera há dois anos a EatFirst, uma plataforma de entrega de refeições de gama superior que funciona no Reino Unido. Este português gere uma equipa de 34 pessoas todos os dias.
A EatFirst já obteve oito milhões de dólares de financiamento de capital de risco. Alguns dos segredos do negócio foram revelados esta semana na Web Summit.
Como chegaste ao Reino Unido?
O investidor principal da EatFirst é o fundo de investimento alemão Rocket Internet. Comecei a trabalhar com eles pela primeira vez em 2012, na área de operações, porque precisavam de alguém que fizesse a partilha de informação com os projetos na área de comércio eletrónico. No início de 2014, quis ir para outra área e estive numa empresa de telecomunicações sueca. Estive em países com a Nicarágua e El Salvador
E como chegaste à EatFirst?
Foi em junho de 2015, depois de ter recebido um convite.
Que ajuda dá a experiência no estrangeiro à gestão da EatFirst?
Em muita coisa, sobretudo na leitura das pessoas. Ajuda a perceber a reação e o comportamento das pessoas de mercados completamente diferentes, sobretudo no mercado de entrega de comida.
O que faz a EatFirst?
Somos um restaurante online. Temos uma cozinha central, no centro de Londres, e servimos refeições de alta qualidade. Cozinhamos a nossa própria comida, comprada por nós. O negócio surgiu porque o fundador, Raul Perekh, estava na área financeira e ficava a trabalhar sempre até muito tarde. Os takeaways que existiam não tinham qualidade suficiente. A nossa comida é desenhada para ser entregue, ao contrário das outras empresas. Nós entregamos a comida a quatro graus e depois as pessoas só têm de a aquecer no micro-ondas ou no forno.
Trabalham com chefs?
O Ben Hodges é o nosso cozinheiro principal. Veio de um dos mais famosos restaurantes japoneses de Londres e ajuda-nos no desenho de criação e desenvolvimento dos pratos, que demora dois meses. Não usamos aditivos nem temos alimentos geneticamente modificados.
Quais são os vossos resultados?
A EatFirst começou em setembro de 2015 e já serviu 350 mil refeições. Temos serviço para particulares e para grupos de pessoas. O nosso serviço também já chega a todas as cidades britânicas, desde que seja feita a encomenda de véspera.
Qual é o vosso financiamento?
Já conseguimos oito milhões de dólares em capital de risco. Em princípio, no início de 2018, vamos levantar mais uma ronda. Vim à Web Summit para falar com potenciais investidores.
O que podemos esperar da tua intervenção da Web Summit?
Vamos revelar alguns dos nossos truques de crescimento.

 

Qual é a avaliação do movimento de startups em Portugal?

Portugal tem um ecossistema muito interessante de empreendedorismo. Há muito boas ideias a saírem daqui.

Há hipótese de voltares a Portugal?
Para já, não. Estou totalmente focado na EatFirst. Não tenho crianças mas sei que gerir uma startup dá tanto trabalho como tomar conta de uma criança. São sete dias por semana a olhar para números e a responder às solicitações.
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