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GoParity procura financiamento MetLife em Nova Iorque

nova iorque EUA

Plataforma de 'crowdlending' está a negociar projeto piloto depois de ter vencido concurso da seguradora. Objetivo é conseguir financiamento

Entre formações, mentoria e reuniões com investidores, a plataforma portuguesa de empréstimos coletivos GoParity espera sair de Nova Iorque no final da semana com a possibilidade de um piloto e financiamento de projetos por parte da MetLife. A expectativa é negociar algo como 100 e 150 mil dólares, disse ao Dinheiro Vivo o cofundador Nuno Brito Jorge. A empresa venceu a versão nacional da competição “Inclusion Plus” da seguradora, batendo a Raize na final, e inicia hoje a participação no summit global de vencedores na Grande Maçã.

“O que temos em cima da mesa é conseguir colaborar com a fundação MetLife, por exemplo no financiamento de projetos”, adianta o responsável. “Se conseguirmos que a MetLife seja cofinanciadora de alguns projetos de sustentabilidade da nossa plataforma, isso dará um boost enorme às pessoas para acreditarem ainda mais nos nossos projetos.”

A GoParity está no mercado há 18 meses e já financiou nove projetos de sustentabilidade, usando um modelo de negócio inovador que justificou a vitória na competição “Inclusion Plus”, cujo propósito é apoiar organizações de empreendedores e de impacto que ajudem a acelerar a inclusão financeira.

A startup portuguesa permite que qualquer pessoa faça um empréstimo, a partir de 50 euros, para financiar um dado projeto com uma vertente de sustentabilidade. Depois de angariados os fundos, os pequenos investidores recebem o pagamento mensal de juros e de parte do capital em dívida. As empresas que procuram financiamento têm a vantagem de não se alavancarem com empréstimos bancários, sendo que a plataforma fica com uma percentagem do capital angariado (mais baixa do que é típico) e recebe uma fee ao longo da duração do projeto.

Em Nova Iorque, o objetivo da GoParity esta semana “é estabelecer a rede com os potenciais investidores e as bases para futura colaboração com a MetLife, que possa servir de mote para depois fazermos a mesma coisa com outras organizações”, explica Nuno Brito Jorge. O summit será composto por formações, acesso a sessões de mentoria e pitch com investidores para todos os vencedores regionais.

A seguradora está no processo de montar um programa para converter os finalistas em projetos-piloto, faltando definir o orçamento de cada um e se serão feitos com a fundação ou com os escritórios regionais, por exemplo a MetLife Portugal. “Se conseguíssemos apontar para os 100 a 150 mil seria uma grande vitória, porque não estão obrigados a nada”, explica Nuno Brito Jorge, baseando o valor num cofinanciamento semelhante feito pela MetLife noutra plataforma. A GoParity vai também reunir-se com a AICEP para perceber de que maneira a pode ajudar “do ponto de vista do mercado” americano e terá reuniões com fundos de investimento. Atualmente com seis pessoas, a empresa tem 1542 utilizadores registados, dos quais 500 já investiram de facto num dos nove projetos financiados através da plataforma. O mais recente foi a instalação de painéis solares para produção de eletricidade na Cerâmica de Pegões, um financiamento de quase 300 mil euros.

A diferença entre esta e outras plataformas, diz o cofundador, é que a GoParity só aceita cerca de um quarto das candidaturas que recebe. “Outras plataformas aceitam praticamente todos e refletem no nível de risco”, explica. “No nosso caso, como é área de sustentabilidade, fazemos um pouco mais project finance, o que nos obriga a ser mais seletivos. Temos de saber que aquele projeto vai gerar poupanças suficientes para pagar o custo do empréstimo.”

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