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Governos devem dar prioridade a inteligência artificial e blockchain

Daniela Braga, CEO e fundadora da DefinedCrowd, startup portuguesa que está presente na área da inteligência artificial. Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens
Daniela Braga, CEO e fundadora da DefinedCrowd, startup portuguesa que está presente na área da inteligência artificial. Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

Impostos, proteção de dados e privados e leis laborais são as principais áreas que necessitam de alterações legislativas

Inteligência artificial e blockchain devem ser as principais áreas tecnológicas apoiadas pelos governos, com mudanças na legislação ou outro tipo de incentivos. Esta é a posição defendida pelos participantes no relatório “State of European Tech”, elaborado pelo fundo de capital de risco Atomico – que investiu em 2015 na Uniplaces – e que é apresentado esta quinta-feira no evento tecnológico Slush, em Helsínquia, Finlândia.

35% dos inquiridos entende que a inteligência artificial é a área que deve ser mais apoiada pelos governos europeus. Esta também é a área de deep tech com mais investimento acumulado desde 2012 – 4,6 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) – e a que gera mais investigação de referência nas universidades europeias

A blockchain também deve ser bastante seguida pelos governos europeus, segundo 26% dos inquiridos.

Tanto a inteligência artificial como a blockchain são as áreas tecnológicas onde o continente europeu se pode posicionar como líder ao longo dos próximos cinco anos.

Impostos, proteção de dados e privados e leis laborais são as principais áreas que necessitam de alterações legislativas, segundo os inquiridos. “A Europa precisa de apoiar as suas startups com leis mais claras e unificadas e tornar mais fácil começar e fazer crescer um negócio a partir de qualquer país, seja Alemanha ou Roménia”, defende Tom Wehmeier, autor do estudo.

A criação de incentivos para o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial e de carros autónomos também é vista como uma potencial “enorme vantagem competitiva” da Europa sobre os restantes continentes e que “países como Reino Unido, Suécia e Estónia já estão a começar a avaliar”.

A Atomico elaborou pela terceira vez o estudo “State of European Tech”, recorrendo a uma amostra de 3500 membros da comunidade tecnológica na Europa.

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