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Green By Web. Este controlador poupa água na hora de regar o jardim

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Green By Web. Este controlador poupa água na hora de regar o jardim

Dispositivo de muito baixo consumo gere regas remotamente e dispensa vinda de jardineiro aos jardins públicos

Um simples controlador instalado num canteiro da Avenida da Liberdade permite que a câmara de Lisboa poupe 750 litros de água por dia. Isto é possível graças à solução desenvolvida pela Green By Web, uma das startups finalista do Smart Open Lisboa, o programa de dados abertos do município de Lisboa e que permite a estas empresas, em conjunto com vários parceiros, desenvolverem projetos-piloto em vários espaços públicos.

A solução chama-se Aquamote e funciona desta forma: “Num canteiro com vários aspersores, o controlo é feito através de eletroválvulas, que abrem e fecham a água automaticamente. Esta eletroválvula tem um solenoide, que puxa a água. Este controlador está ligado à internet através de uma antena 2G, que gasta muito pouca bateria. Interage com dois solenoides para controlar a rede e que recorrem a pilhas de 9 volts”, explica Carlos Mão de Ferro, um dos fundadores desta startup, ao Dinheiro Vivo, enquanto mostra esta solução.

Graças a este controlo, a Green by Web concluiu há algumas semanas que a câmara de Lisboa gastava 1000 litros de água por noite só para regar este canteiro. “Agora, gasta só um quarto, 250 litros. Chegámos aqui e percebemos que o jardineiro põe um plano de rega em março, quando começa a ficar mais calor. Este plano não muda nada até ao final do verão, mesmo com temperaturas quentes no final de outubro. Decidimos imediatamente baixar o plano de rega nos nossos dois canteiros”.

Esta quantidade de água é mais do que suficiente para garantir que o canteiro continua vivo. São 16 horas e, apesar do tempo seco, a terra continua húmida. A rega diária foi feita às seis da manhã e durou apenas cinco minutos. Há poucas semanas, a rega demorava 20 minutos.

Os controladores passam boa parte do dia “adormecidos” e apenas são acionados periodicamente para receber novas informações e agir conforme os dados obtidos através de cartas meteorológicas ou interfaces de programação (API).

Apesar de esta solução custar o mesmo que a solução anterior, a Green by Web garante que existem algumas vantagens: “Os controladores que já existem ou não estão estão ligados à internet ou funcionam com bluetooth ou wifi, obrigando o jardineiro, na mesma, a deslocar-se ao local. O ideal é eu estar no escritório e desligar a rega em toda a avenida”.

Outra forma de ativar estes controladores é feita através do smartphone. Um jardineiro “pode ordenar um teste ou uma rega extraordinária. Podemos definir quais os utilizadores que podem interagir com o controlador. Quando os jardineiros estão no terreno, depois de mudar válvulas ou aspersores, podem pedir um teste de 30 segundos ou um ciclo extra”.

Startup nascida na faculdade

A Green By Web nasceu em 2013 na faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A ideia foi dada por Filipe Bragança, jardineiro há 15 anos, a Carlos Mão de Ferro, que estava a fazer a tese de mestrado, orientada por Francisco Martins. Carlos e Francisco criaram o protótipo para resolver os problemas com a rega dos jardins. Foram investidos desde aí 20 mil euros.

Depois de ter estado na equipa de software da Fundação Champalimaud, Carlos Mão de Ferro passou a dedicar-se à Green By Web a tempo inteiro depois de ter sido selecionada para o Smart Open Lisboa. Atualmente, este cofundador está a fazer o doutoramento em Informática, na faculdade de Ciência, na área da Internet das Coisas.

O próximo passo desta startup é “vender a solução a câmaras e empresas que gerem espaços verdes. Os locais com canteiros ou pequenas rotundas precisam de um contador com pilhas e de muito baixo consumo”.

(Notícia corrigida às 22h10 com mais detalhes sobre a fundação da Green By Web na faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

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