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GruupUp. Há um português que quer combater insegurança na África do Sul

Bruno de Carvalho, fundador da startup GruupUp, entrevistado no terceiro dia da Web Summit 2019. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Bruno de Carvalho, fundador da startup GruupUp, entrevistado no terceiro dia da Web Summit 2019. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Bruno de Carvalho lançou uma aplicação móvel para promover a segurança das comunidades e prevenir assaltos. Segurança a pedido é o próximo passo.

Bruno de Carvalho criou uma plataforma para combater a insegurança na África do Sul. Este fazedor português lançou a aplicação GruupUp para promover a segurança das comunidades e prevenir assaltos. Existe uma versão gratuita da aplicação móvel para avisar amigos e familiares mas também vai nascer uma versão premium que vai permitir chamar um segurança privado à distância.

A GruupUp conta com uma equipa de seis pessoas, três fundadores e três programadores, todos instalados em Lisboa mas que estão apostados em lançar este serviço em países como África do Sul e Angola.

“A ideia nasceu de uma experiência pessoal. Nos últimos anos em que vivi na África do Sul, fui assaltado várias vezes, cheguei a ser baleado dentro de casa e ainda fui atacado dentro do carro com o meu filho. Falei com os meus sócios e pensei como poderíamos ajudar-nos uns aos outros, a partir do conceito de polícia da comunidade”, recorda o empresário na área de redes de telecomunicações em conversa durante a Web Summit.

Da conversa com os sócios, nasceu uma aplicação “que utiliza geolocalização e é possível saber quantas pessoas estão ao meu redor e tudo o que se passa nesta área. Juntamos a comunidade para ajudar os outros.”

Além da aplicação móvel, os utilizadores podem ter acesso a um botão de pânico. “Se estiver prestes a ser assaltado, posso acionar esse botão”, que está configurado para chamar a polícia e avisar ainda os familiares e amigos que o cliente quiser.

A próxima fase da GruupUp vai nascer já em 2020. “Vamos ter um serviço de segurança a pedido: estamos agora a falar com as empresas de segurança para conseguirmos pôr estes trabalhadores na nossa app. Se estiver no Parque das Nações e houver 20 pessoas à minha volta, uma pessoa paga uma subscrição e consegue saber onde estão os seguranças. Se me acontecer alguma coisa, é possível ver qual o segurança que está mais perto de mim para que ele me possa ajudar.”

Nesta opção, o utilizador também poderá requisitar um segurança para acompanhar numa deslocação de negócios ou para ficar à porta de casa se sentir que está a ser ameaçado. “Em fevereiro, contamos ter o primeiro contrato com empresas de segurança na zona sul de Joanesburgo”, espera Bruno de Carvalho.

Depois de os fundadores terem investido, do seu bolso, 230 mil euros na GruupUp, estender este serviço a toda a África do Sul é o próximo passo. Depois, segue-se Angola, sobretudo a cidade de Luanda.

No passo seguinte, “Brasil e Estados Unidos seriam mercados muito importantes para nós. Mas isso implica muito investimento” para garantir que o negócio cresce com toda a segurança.

Pode ler todos os artigos sobre a Web Summit a partir daqui

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