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Gulbenkian: Fundo de inovação social tem 30 milhões para investir em 30 startups

Primeira reunião anual de investidores do Mustard Seed Maze realizou-se no final de janeiro em Lisboa. (Fotografia cedida pela Mustard Seed MAZE)
Primeira reunião anual de investidores do Mustard Seed Maze realizou-se no final de janeiro em Lisboa. (Fotografia cedida pela Mustard Seed MAZE)

Fundo de capital de risco Mustard Seed Maze vai apostar em startups europeias, exceto no Reino Unido. Orçamento poderá chegar aos 40 milhões em 2020.

Há 30 milhões de euros disponíveis para investir em 30 startups de inovação social. Este é o orçamento inicial do fundo de capital de risco Mustard Seed Maze, liderado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e que vai apostar em projetos nascidos em Portugal e noutros países europeus – com exceção do Reino Unido – que cumpram os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. Até ao final de 2020, este fundo poderá atingir os 40 milhões de euros.

Este fundo de inovação social conta com 26 investidores de 10 países, dos quais se destacam, além da Gulbenkian, o Fundo Europeu de Investimento (através do fundo Social Impact Accelerator), o Grupo Ageas Portugal, o grupo BMW e o banco Atlântico Europa. Existem ainda alguns investidores a título individual.

As startups elegíveis para investimento têm de desenvolver soluções lucrativas que utilizem tecnologia para resolver problemas sociais e ambientais. “Para todos e cada investimento do fundo Mustard Seed MAZE são definidas métricas de impacto social e/ou ambiental. A característica inovadora do fundo é o facto da remuneração da equipa de gestão do fundo em termos de performance estar dependente do cumprimento das métricas de impacto social e ambiental de cada investimento e do portfolio como um todo, alinhando os incentivos com a tese de investimento.”

O fundo é liderado por António Miguel e Henry Wigan, que começaram o processo de angariação de investimento no início de 2018. Foi no final desse ano que foi tornado público o investimento da Fundação Calouste Gulbenkian.

“Quando tivemos a ideia de levantar um fundo de impacto em Portugal, toda a gente adorou a ideia, mas poucos acreditaram ser possível. Vimos em Portugal a oportunidade de se tornar o centro da economia de impacto a nível Europeu. Hoje encontramos cada vez mais startups de alto potencial a nascerem ou mudarem-se para cá. Graças aos nossos investidores, o nosso fundo está numa posição privilegiada para fazer crescer o nosso ecossistema de impacto e tornar Portugal um terreno fértil para soluções inovadoras que resolvem desafios globais”, recorda António Miguel, citado em nota de imprensa.

A fintech StudentFinance, que apoia financeiramente a formação de pessoas, foi o primeiro investimento deste fundo. Esta startup arrecadou 1,15 milhões de euros em investimento em ronda seed, anunciada em dezembro em 2019.

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