inovação social

Gulbenkian mostra inovação social portuguesa à Fundação Rothschild

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Participantes estão a resolver desafios apresentados pela Academia de Código, eSolidar e pelo programa Portugal Inovação Social.

A inovação social é a nova etapa da relação de longa data entre as fundações Gulbenkian e Rothschild. Portugal recebe pela primeira vez a edição de Inverno do “The Ariane de Rothschild Fellowship”, que junta especialistas em programas de inovação social e que pretende fazer a ponte entre as minorias na Europa e América do Norte, em particular junto de judeus e muçulmanos. Durante uma semana, os participantes estão a conhecer o que de melhor se faz nesta área.

“Desta vez pensámos em Portugal por causa das questões da imigração, e qual é o papel da inovação social numa economia bastante endividada e o papel do empreendedorismo na recuperação do país”, justifica Firoz Ladak, presidente executivo das fundações Edmond de Rothschild, onde esta iniciativa está integrada, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Os participantes, ao longo desta semana, além de tomarem contacto com algumas iniciativas portuguesas na área da inovação social, também estão a resolver desafios apresentados pela organização Academia de Código, pela startup eSolidar e pelo programa Portugal Inovação Social.

O “fellowship” inclui ainda a participação em palestras como personalidades como Roberta Medina, responsável pela organização do festival Rock in Rio Lisboa, e Cristina Fonseca, cofundadora da Talkdesk e especialista na área da inteligência artificial. A organização destes eventos está a cargo do Maze, o novo nome do Laboratório de Investimento Social da Fundação Calouste Gulbenkian.

A “exposição e interação” entre os participantes são os principais benefícios deste programa, que podem abrir a porta a potenciais investimentos a startups portuguesas que apostam na área de inovação social.

A Fundação Rothschild pode ajudar a conseguir este financiamento graças à formação e às redes de contactos criadas para potenciais investidores nestas startups. Agricultura, alimentação, tecnologia e saúde são as áreas onde o ecossistema português se deve especializar, no entender de Firoz Ladak.

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