empreendedorismo social

Gulbenkian vai acelerar 10 startups de impacto social. Metade são portuguesas

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Aceleradora Maze X recebeu 138 candidaturas de 32 países. Programa vai durar três meses e irá decorrer em Lisboa.

A Fundação Calouste Gulbenkian já escolheu as 10 startups que vão integrar o primeiro programa de aceleração de impacto social. Metade destes projetos foram fundados por portugueses. O Maze X vai apoiar as novas empresas de base tecnológica que resolvam desafios sociais e ambientais através dos seus negócios. Além da Gulbenkian, esta iniciativa vai contar com o apoio das fundações Edmond de Rothschild e Maze, além da sociedade de advogados PLMJ.

O programa Maze X vai arrancar na próxima segunda-feira, dia 13 de maio, e acelerar 10 startups durante três meses, em Lisboa. Para suportar todas as despesas, as empresas selecionadas irão receber até 12 500 euros em dinheiro e sem ceder qualquer participação acionista. Depois disso, as startups poderão beneficiar de seis meses de acompanhamento e de incubação.

As 10 startups selecionadas também terão nove meses de acesso gratuito à Casa do Impacto, o polo de empreendedorismo e inovação social da Santa Casa de Lisboa. O programa também vai dar acesso a “oportunidades de desenvolvimento de pilotos com empresas, rede de investidores de impacto e a mentores” e ainda a um “roadshow europeu para apresentar as startups de impacto a outros ecossistemas europeus de alto crescimento”.

Portugal tem apostado cada vez mais na área do empreendedorismo social, com projetos privados e públicos. Nos projetos privados, nota para o Impact Hub, apresentado no final de janeiro de 2017; a nível público, destaque para a programa Portugal Inovação Social, que lançou, em janeiro, um fundo de 55 milhões de euros para apoiar projetos de impacto na sociedade.

Conheça, abaixo, as 10 startups selecionadas:

  1. Canguru Foods: Urban Food Box – uma solução que recorre aos princípios da agricultura em ambiente controlado para permitir o armazenamento de energia na produção alimentar.
  2. Chatterbox – um serviço de aprendizagem de línguas online para profissionais que combina aulas virtuais operadas por sistemas de inteligência artificial e coaches de línguas da comunidade de refugiados.
  3. Goodbag – um saco de compras reutilizável que conecta os telefones dos consumidores e os premeia com descontos exclusivos e permite-lhes plantar uma árvore cada vez que usam o saco.
  4. MyPolis – uma aplicação web e mobile que adapta o envolvimento cívico ao século XXI que permite, em simultâneo, que os utilizadores submetam e votem propostas e que os decisores fiquem informados das preferências dos cidadãos.
  5. RNTERS – um marketplace baseado na economia da partilha que permite aos utilizadores o aluguer de artigos pessoais, como pro exemplo equipamentos eletrónicos ou de desporto
  6. SitEinander – uma solução para o cuidado de crianças que permite aos pais conhecer a comunidade de pais mais próxima e trocar de forma gratuita, espontânea e segura, serviços de babysitting.
  7. Sparkl – um prestador de serviços on-demand de serviços de beleza acessíveis por profissionais de estética que incluem pessoas com maior vulnerabilidade no acesso ao mercado de trabalho.
  8. Springkode – uma plataforma que oferece artigos de moda sustentável através da reutilização de têxtil fabril que de outra forma seria desperdiçado, de forma a contrariar a tendência de fast fashion.
  9. Trigger systemsum sistema de irrigação que prevê automaticamente o melhor plano de irrigação para vários ambientes e cultivos permitindo uma poupança significativa de água e energia.
  10. Tukiuma plataforma de gestão de pessoas para a comunidade de restauração e hospitalidade para diminuir a elevada rotatividade de staff e gestão de trabalho temporário, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho e vida deste grupo da sociedade.
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