Já há um crowdfunding para investir em casas

Plataforma Querido Investi numa Casa! junta pequenos aforradores e investe em ativos imobiliários. Está autorizada pela CMVM.

Tem pouco mais de dois anos e surgiu para proporcionar aos pequenos investidores e aforradores a possibilidade de investir em ativos imobiliários. O modelo de negócio assenta no financiamento colaborativo (ou, em inglês, crowdfunding) e desde a sua constituição já angariou 1,3 milhões de euros para o desenvolvimento de projetos imobiliários. Chama-se Querido Investi numa Casa! (QIC!) e afirma-se como a principal plataforma do género no país. No seu portfólio, consta a maior operação realizada em Portugal por uma gestora de crowdfunding imobiliária portuguesa, a Common Prodigy I, onde foram angariados 550 mil euros num projeto de compra para arrendamento. Está autorizada a operar no mercado nacional pela Comissão de Mercado de Valores Imobiliários.

Segundo Pedro Filipe Santos, responsável pela QIC!, a criação da plataforma veio potenciar a democratização no acesso ao investimento imobiliário. Este produto, "considerado o mais seguro e tradicional na aplicação e rentabilização de poupanças, estava limitado a uma elite". Com a constituição da plataforma de crowdfunding, abriu-se uma janela de oportunidades para pessoas com algum capital "investirem diretamente em ativos imobiliários premium, tal como fazem os investidores qualificados e os fundos imobiliários", sublinha.

A partir dos 50 euros, a porta está aberta aos pequenos aforradores, sendo que o ticket médio dos investidores não qualificados está nos 200 euros. Como em qualquer investimento, há riscos. Pedro Filipe Santos lembra, no entanto, que "investir em imobiliário é uma das formas mais seguras e tradicionais de aplicação e rentabilização das poupanças acumuladas". E frisa que todas as operações desenvolvidas pela QIC! "beneficiam de garantias reais, consubstanciadas na constituição de primeira hipoteca sobre o ativo imobiliário objeto da operação, bem como penhor dos direitos de crédito associados aos rendimentos imobiliários gerados pelo ativo". E também estão abertas a investidores de maior fôlego financeiro e a fundos.

O retorno do investimento depende da operação. Como explica o responsável, as operações de dívida pagam juros mensais a taxa de juro fixa, definida em função do risco do projeto, mas que normalmente se situa entre 3% e 5% ao ano (taxa anual nominal bruta). Já nas operações de capital, os investidores ganham exposição ao potencial de criação de valor do projeto, ou seja, a taxa de remuneração é variável e depende do preço de revenda ou de arrendamento do ativo. Pedro Filipe Santos adianta que a QIC! seleciona projetos que permitam TIRs (taxas internas de rentabilidade) de 8 % a 20% ao ano. Mas a componente capital suporta 100% do risco de desenvolvimento do projeto que, se por alguma razão correr mal, pode implicar perder parte ou totalidade do capital alocado.

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