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Harpoon.jobs: Onde os melhores candidatos e empresas se juntam

Matthieu Douziech, CEO da Harpoon.jobs. Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens
Matthieu Douziech, CEO da Harpoon.jobs. Fotografia: Álvaro Isidoro/Global Imagens

Além da rapidez, prometem o "casamento" perfeito entre trabalhadores e empresas, graças a um algoritmo que reconhece o encontro ideal

Matthieu Douziech esteve durante 12 anos como responsável de recursos humanos em empresas conhecidas, como a L’Oreal. Mas algo estava a faltar: “Tinha um problema na pesquisa de talentos e na ineficácia dos meios de recrutamento”. Foi por isso que, em 2015, decidiu sair da direção de recursos humanos da L’Oréal em Espanha “para regressar a Portugal para criar a minha própria história”.

A história de Matthieu tem agora um nome e chama-se Harpoon.jobs. “É a primeira plataforma que junta os melhores candidatos com as melhores empresas para fazer um recrutamento simples e eficaz”, garante.

O sistema funciona em inglês e conta com “um algoritmo próprio, que faz todo o trabalho pesado de pesquisa de candidatos e de propostas de trabalho. Tanto facilitamos a vida dos candidatos, como das empresas, com uma abordagem exclusiva e seletiva, porque só queremos os melhores candidatos e empresas”.

A Harpoon.jobs é grátis para os candidatos e as empresas pagam 4 mil euros por contratação. “É uma taxa de sucesso. Para uma empresa é fantástico. Só vão pagar no momento da contratação”.

“A base de percurso profissional tem de ser excecional para que um candidato possa estar na nossa plataforma”

Tanto candidatos como empresas têm de se inscrever previamente na plataforma. “Para os particulares, além dos dados, têm de responder a três perguntas sobre a sua personalidade, a maior conquista durante a carreira e qual a motivação para sair da cama todas as manhãs.

Estas três perguntas não surgem por mero acaso, diz Matthieu Douziech. “A base de percurso profissional tem de ser excecional para que um candidato possa estar na nossa plataforma. Queremos candidatos com talento, interessados e qualificados para esta oportunidade”.

Só as pessoas com mais de três anos de experiência é que podem entrar na Harpoon.jobs, que conta como conselheiro com Domingos Guimarães, co-fundador da Academia de Código. Mas a plataforma também não está aberta a todas as empresas, que têm de indicar porque é bom trabalhar naquele local e qual o perfil de futuro trabalhador procurado.

Depois de o algoritmo criar “o encontro perfeito”, os candidatos recebem uma notificação e são os primeiros a dizer se aceitam ou não a proposta. Se o candidato aceitar, a empresa recebe uma notificação e pode recusar o perfil do candidato, que fica parcialmente anónimo.

“Fizemos algumas pesquisas de mercado e descobrimos que os talentos valorizam imenso a possibilidade de sondar o mercado sem se comprometerem. Com um perfil anónimo, as pessoas sentem-se à vontade para aceitar ou recusar propostas”.

“A nossa forma de trabalhar é premium e a nossa promessa é também a rapidez”

Com encontro marcado, candidato e empresa entram num chat e trocam mensagens até passar à entrevista. O futuro empregado pode logo apresentar-se à empresa ou, no limite, só revelar-se no primeiro encontro cara a cara. E o processo é sempre acompanhado pela Harpoon.

Entre um processo clássico e um digital, a plataforma portuguesa está “focada na qualidade e vai respeitar o que as pessoas quiserem, desde o escalão, ao sector e ao salário. A nossa forma de trabalhar é premium, rápida e eficaz”.

Entrada em Espanha
A funcionar há pouco mais de um mês e já com quatro contratações, a Harpoon.jobs conta atualmente com 15 empresas parceiras, como a Jerónimo Martins, a Sephora e a representação portuguesa da Danone.

No curto prazo, o objetivo “é a excelência do serviço e conquistar ainda mais empresas no mercado português”. A missão “é internacionalizar, porque a plataforma é em inglês e pode receber candidatos estrangeiros que queiram vir para Portugal, uma terra de oportunidades e um país extremamente aberto”.

A partir do mercado nacional, esta startup pode expandir-se na Península Ibérica. “Espanha é um país que faria todo o sentido”, mas, antes, “vamos tentar fazer isto super bem em Portugal”.

Além da entrada em Espanha, a Harpoon.jobs também quer promover encontros de sucesso para aumentos de capital. “Queremos terminar o ano com resultados positivos para depois nos podermos abrir a investidores.

(Notícia corrigida às 18h30 de 19/07/2016 com novas declarações de Matthieu Douziech)

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