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Heden. Cowork com vista para o rio, amigo do ambiente e da cultura

Da esquerda para a direita: Dania Darié, Manuel Bastos, László Vargá e Jule Kurbjeweit são os líderes dos Heden. (FOTO: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Da esquerda para a direita: Dania Darié, Manuel Bastos, László Vargá e Jule Kurbjeweit são os líderes dos Heden. (FOTO: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Empresas como a Cloudflare e a Ironhack escolheram rede portuguesa de coworks para instalarem escritórios em Lisboa.

Além dos cem painéis solares no telhado, o Heden Santa Apolónia vai ter uma fachada com plantas para reduzir o uso do ar condicionado, iluminação LED e móveis e acabamentos feitos de bambu, madeiras e cortiça. Este novo espaço vai ter mil metros quadrados de salas privadas e um auditório para 120 pessoas. E é lá que a escola de programação Ironhack vai passar a dar os cursos de programação.

O Heden é o primeiro cowork em Portugal a utilizar painéis solares e outras soluções para ser o mais sustentável possível. Vai ser inaugurado na próxima semana no edifício junto ao terminal de cruzeiros de Lisboa e é o quarto centro de trabalho partilhado criado pela dupla Manuel Bastos e László Vargá. É dentro desta rede que também a Cloudflare vai ter o escritório em solo português.

Além de Santa Apolónia, há coworks do Heden no Intendente, no Chiado e na Graça. Todos bem localizados no centro e próximos dos transportes públicos. Foi no bairro da Graça que este projeto começou a tomar forma, em dezembro de 2017.

“Quisemos criar áreas dentro de bairros com raízes fortes e atrair freelancers, criativos e equipas para trabalharem no mesmo espaço, criando-se em conjunto uma programação cultural e de promoção do bem-estar”, recordam Manuel e László, formados, respetivamente, em hotelaria e arquitetura.

No espaço da Graça, frente à Vila Berta, misturam-se mesas para trabalho partilhadas com um espaço para eventos, uma sala de ioga e ateliês para artistas. Tudo foi financiado com capitais próprios de László, que recentemente trocou os Estados Unidos por Portugal.

Os espaços do Chiado e do Intendente abriram já neste ano e um deles, o cowork no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, foi escolhido pela Cloudflare para receber o centro europeu desta rede de distribuição de conteúdos e serviços de segurança na internet. O edifício do Heden no Intendente acolhe o escritório da Marley Spoon, um serviço de entrega ao domicílio de comida para ser cozinhada em casa.

Cloudflare elege Lisboa para novo centro europeu

Além da sustentabilidade ambiental, a saúde financeira também é crucial para os cofundadores. “Criativos e freelancers são importantes para nós, mas não podemos ficar reféns da sazonalidade. Temos de combinar estes ocupantes com empresas.” De uma faturação de 300 mil euros neste ano, a empresa quer crescer para atingir receitas entre 800 mil e um milhão de euros já em 2020.

Este encaixe também vai servir para acelerar os dois empréstimos obtidos através da plataforma de crowdlending (empréstimo colaborativo) sustentável GoParity. Nos últimos dois anos, a rede de coworks investiu meio milhão de euros – 300 mil serviram para abrir o espaço em Santa Apolónia.
A criação dos novos espaços também levou Manuel e László a reforçarem a liderança, com a entrada de Dania Darie, gestora de operações, e Jule Kurbjeweit, responsável pelos eventos.

Go Parity. Investimento verde para qualquer pessoa apoiar

Junto ao rio, o novo espaço não se esgota no trabalho. Mesmo antes da abertura oficial, já recebeu eventos organizados por marcas como a Ford, a HP e a Zendesk. Fora de horas, o Heden é ainda um local de espetáculos, capaz de receber o festival cultural Todos, sessões dos concertos acústicos Sofar Sounds ou até filmes de desportos radicais (festival BANFF). “Nós não somos um espaço de cowork assético, onde as pessoas só vêm trabalhar.”

O Heden quer ainda continuar a ajudar os muitos estrangeiros que continuam a chegar a Portugal, pelo que mais um espaço pode vir aí em 2020. “O Porto foi sempre o segundo passo óbvio para nós. Só não fomos para lá ainda porque nos apareceram oportunidades em Lisboa que não esperávamos. Mas não gostávamos de adiar muito mais: é possível abrirmos um espaço no Porto no próximo ano, com o parceiro certo, o financiamento resolvido e as coisas em velocidade de cruzeiro em Lisboa”, antecipa Manuel Bastos.

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