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Hire Me. Uma app para “se dar a conhecer sem ter de conquistar pelo CV”

João Henriques (22 anos) e Madalena Ferreira (27 anos) criaram a Hire Me.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)
João Henriques (22 anos) e Madalena Ferreira (27 anos) criaram a Hire Me. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Aplicação portuguesa quer humanizar processos de recrutamento. Propõe que os candidatos se apresentem às empresas através de hashtags e vídeos.

#creative, #communicative, #polyglot. Já alguma vez pensou em apresentar-se a um potencial empregador com recurso a hashtags? Há uma nova aplicação que o torna possível. Criada por dois jovens – Madalena Ferreira, de 27 anos, e João Henriques, de 22 -, a Hire Me promete simplificar e humanizar o processo de recrutamento.

Trata-se de uma plataforma – o universo de recrutamento, que se parte em planeta individual e planeta das empresas – “em que as pessoas que estão à procura de trabalho podem inscrever-se, criar um perfil e apresentar-se; e as empresas podem procurar essas pessoas”, simplifica Madalena. “A pessoa apresenta-se através de um vídeo e não do currículo, porque acreditamos profundamente que as pessoas são muito mais do que um currículo.”

A ideia surgiu quando Madalena e João, ambos a trabalhar numa consultora de recrutamento, perceberam que, ao fazerem a triagem curricular, deram por si a olhar para “listas de experiências que nada diziam em concreto sobre se o candidato era bom ou mau”. Sendo o processo de triagem curricular o primeiro passo para entrar no mercado de trabalho, decidiram “humanizar o processo”. E assim nasceu a Hire Me. A ideia contou com um investimento de 80 mil euros realizado pela acionista da empresa onde trabalham e foi desenvolvida pela Digital Factory.

Além do vídeo, em jeito de pitch com o limite máximo de um minuto, os candidatos apenas têm de preencher alguns dados pessoais, o seu grau de ensino, anos de experiência e disponibilidade (parcial ou a tempo inteiro), enumerar as suas competências com recurso a hashtags e disponibilizar os contactos de redes sociais.

“Não pedimos coisas que pudessem rotular, como as universidades onde estudaram ou empresas por onde já passaram”, explica Madalena. Além de que “existem muitas características que nós temos e que aprendemos noutras partes da vida que não são explicáveis num currículo”.

Do lado das empresas, estas têm recurso a um motor de busca avançado, em que podem pesquisar pelas hashtags, por anos de experiência, por grau ou disponibilidade. “Ao ver um vídeo, torna-se mais fácil perceber se a cultura da empresa se identifica com aquela pessoa”, salienta João.

Madalena e João não pretendem, porém, que a sua aplicação faça o papel do recrutador. Não há chat, não existe contacto direto entre candidatos e empresas. Apenas querem facilitar o caminho. Após a pesquisa, se as empresas quiserem saber mais sobre os candidatos, podem entrar em contacto direto através das redes sociais disponibilizadas. “No fundo, aquilo que nós queríamos dar às pessoas era a oportunidade de terem quase uma primeira entrevista sem ter de conquistar pelo currículo”, explica Madalena.

A app já está disponível na App Store e na Play Store, mas a rampa de lançamento vai acontecer a partir da próxima semana na Web Summit. A Hire Me vai marcar presença na cimeira de 4 a 7 de novembro. Sem quererem revelar muito sobre o que nos espera, os fazedores garantem apenas que vão ser disruptivos. Além de mostrar a aplicação a potenciais candidatos, internacionalizar a Hire Me é um dos grandes objetivos.

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