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Hybrid: Acelerar startups em Israel com a ajuda de árabes

Programa The Hybrid foi lançado na cidade de Nazaré, no norte de Israel. Fotografia: DR
Programa The Hybrid foi lançado na cidade de Nazaré, no norte de Israel. Fotografia: DR

Programa de aceleração lançado em Israel pretende ajudar startups em fase inicial a desenvolver o seu modelo de negócio

Eitan Sella é de Telavive e fez grande parte da sua formação como militar. Fadi Swidan é de Nazaré, no norte de Israel, e foi formado como engenheiro na universidade. Estes dois fazedores conheceram-se em 2014 e aperceberam-se de que era precisar aumentar o contributo dos árabes para o empreendedorismo em Israel, apesar de todas as complicações que existem na região do Médio Oriente. Foi nessa altura que nasceu o Hybrid, programa de aceleração para startups em fase inicial e que tem como único requisito pelo menos um dos fundadores tem de ser árabe, druso ou beduíno.

“Há diferentes perfis de pessoas, entre árabes e hebraicos; grande parte dos árabes vive nas periferias; é preciso dar-lhes acesso a uma rede de contactos e a investimentos profissionais. Além disso, faltava experiência e contactos aos árabes”, assinalaram esta terça-feira os fundadores desta aceleradora num encontro com jornalistas realizado nas instalações da Dell EMC, nos arredores de Telavive.

Além disso, os dois fundadores da Hybrid aperceberam-se de que “95% da atividade de startups em Israel está concentrada em Telavive”, pelo que “é preciso fazer um favor à economia israelita e tentar mudar a percentagem de fundadores árabes. Há muito talento mas que está por explorar”, acrescentam.

O Hybrid é um dos três programas de startups da 8200 Alumni, organização sem fins lucrativos que promove novas empresas e que foi criada por antigos membros da unidade de inteligência militar de Israel. Sem tomar qualquer posição nas empresas, este programa de aceleração ajuda a desenvolver o modelo de negócio. “O mais importante é a empresa tornar-se financeiramente independente e usar as receitas para investir no desenvolvimento de produto.”

Este programa de aceleração é considerado um caso de sucesso em Israel. “Só queremos fazer dinheiro e criar um mundo melhor, não estamos preocupados com a origem das pessoas e usamos a tecnologia para as aproximar. A única razão para os empreendedores acreditarem em nós é porque não falamos de política com eles. Estamos focados em criar negócios rentáveis. Todos estão à procura da mesma coisa mas em locais diferentes”, justificam.

Entre os vários parceiros da Hybrid, destaque para a gigante tecnológica Dell EMC, atualmente dedicada à área empresarial. Perto de Telavive, com um centro anti-fraude, que colabora sobretudo com clientes da indústria financeira. Previne entre 30 e 60 mil ataques fraudulentos por mês, adianta Shalomi Laberman, diretor de operações, ao Dinheiro Vivo.

Este gigante norte-americano também está à procura de startups que lidem com a componente tecnológica das empresas. Para isso, é necessário “haver uma equipa sólida, com um bom historial e soluções que resolvam problemas reais”.

* Jornalista viaja a convite da Embaixada de Israel em Portugal

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