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HypeLabs fecha investimento de 2,7 milhões de euros

Carlos Lei Santos é presidente executivo e co-fundador da HypeLabs. (Fotografia cedida pela HypeLabs)
Carlos Lei Santos é presidente executivo e co-fundador da HypeLabs. (Fotografia cedida pela HypeLabs)

Startup do Porto vai lançar-se no mercado internacional com solução para ligar dispositivos à rede mesmo sem internet.

Pagar a conta do restaurante num terminal móvel mesmo que não haja Internet é um dos exemplos da tecnologia desenvolvida pela HypeLabs. Esta startup do Porto levantou três milhões de dólares (2,7 milhões de euros) em ronda de investimento seed (semente) graças ao sistema SDK, que permite que qualquer dispositivo possa comunicar mesmo sem ter rede de Internet, segundo comunicado divulgado esta terça-feira.

A comercialização desta tecnologia para grandes empresas internacionais e a duplicação da equipa da HypeLabs são os principais objetivos desta operação, que atraiu a atenção de investidores internacionais. Esta ronda de financiamento foi liderada pelos alemães do sector da energia da Innogy Innovation Hub e também contou com a participação da EDP Ventures, Deutsche Telekom, AngelPad, Caixa Capital, Novabase Capital e Mustard Seed.

Fundada em 2016, a HypeLabs já é utilizada por mais de 2500 programadores, tendo crescido 33% o número de utilizadores no último trimestre. Em 2020, a startup incubada no UPTEC (Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto) vai começar a vender esta solução para grandes empresas, nas áreas da energia, do espaço, do entretenimento e mesmo junto de organizações não-governamentais.

No Zimbabué, por exemplo, a HypeLabs ajudou a comunidade de Mbare a terem acesso à internet a preços mais acessíveis. Mas mesmo nos países mais acessíveis, continuam a existir muitos locais onde não existe rede de internet. É também para resolver essa situação está a atrair a atenção do mercado internacional. A startup do Porto também tem um projeto com a Ericsson para conectar dispositivos.

E como funciona o sistema SDK? “Temos a antena LTE, wi-fi, bluetooth e o microfone. Cada uma é um canal de transporte. O que fizemos foi um algoritmo que identifica quais são essas tecnologias e que escolhe, em tempo real, qual ou quais as melhores para comunicar”, explicou Carlos Lei Santos, co-fundador desta startup, em novembro de 2016 em entrevista ao Dinheiro Vivo. Esta tecnologia é aplicada a todo o tipo de objetos e a qualquer sistema operativo.

“O que torna a HypeLabs especial é o facto de não dependerem de um dispositivo físico ou de canais de rádio próprios para gerirem a rede. […] Estamos particularmente entusiasmados com o papel desta tecnologia num sistema descentralizado baseado em dispositivos de Internet of Things, em que as casas inteligentes requerem conectividade inteligente, resiliente e fiável”, destaca Kerstin Eichmann, responsável de estratégia do hub de inovação da Innogy, uma das maiores elétricas do mundo.

Com este gigante alemão, a plataforma do Porto vai ajudar a “ligar sensores, de forma segura, mesmo com protocolos antigos e ainda a tornarem-se independentes dos utilizadores”, detalha Carlos Lei Santos ao Dinheiro Vivo.

Equipa duplica

A entrada de capital também vai permitir à Hype Labs contratar mais 10 pessoas durante o próximo ano. Atualmente com nove pessoas, a startup do Porto precisa de novos membros crescer o negócio.

“Procuramos engenheiros de rede, de software web, marketing, designers, vendas. Até ao final do ano, queremos chegar às 20 pessoas”, detalha o fazedor do Porto.

Além do escritório no UPTEC, a startup fundada por Carlos Lei Santos e André Francisco também tem instalações em São Francisco, nos Estados Unidos.

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