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It Market. A boutique de peças online chegou ao centro comercial

Marta Lagoas, da It Market .A It Market Ž uma loja que reúœne peças exclusivas de v‡árias marcas portuguesas. Fotografia:PAULO SPRANGER/Global Imagens
Marta Lagoas, da It Market .A It Market Ž uma loja que reúœne peças exclusivas de v‡árias marcas portuguesas. Fotografia:PAULO SPRANGER/Global Imagens

Marta Lagoas arriscou tudo e saiu do mundo da comunicação para entrar no comércio de loja.

Uma boutique num dos maiores centros comerciais do país. Este é o conceito da It Market, loja instalada desde agosto de 2016 no Colombo, em Lisboa, e que vende, num espaço físico, peças com edição limitada e que apenas costumam aparecer online. Este espaço preocupa-se em acompanhar sempre as mais recentes tendências do mercado e aposta diariamente no atendimento personalizado à medida dos clientes.

“Não é fácil diferenciarmo-nos no Colombo, porque há muita concorrência. No atendimento, procuramos ter sempre atenção e fidelizar o cliente”, adianta Marta Lagoas, a fundador e líder da It Market.

Vestuário, calçado e acessórios são as principais peças à venda na loja temporária instalada no piso um, próxima da Fnac do Colombo. As marcas, maioritariamente portuguesas, jovens e de tendências, mudam todos os meses e são escolhidas através da sua “originalidade e a existência de bom público no online”.

A It Market também escolhe as marcas por não estarem fisicamente em mais nenhum lado e por terem coleções bastante reduzidas. “Facilmente cada cliente pode ter peças quase únicas, o que não acontece em muitas outras lojas no Colombo.”

Este conceito, no entanto, não foi imediatamente bem entendido pelos habituais clientes de um dos principais centros comerciais do país. “Foi preciso, sobretudo no início, explicar o conceito de loja e que vêm apenas duas ou três peças de cada vez”, recorda a empresária.

O conceito desta loja nasceu em 2016 num concurso promovido pela Sonae Sierra para acelerar ideias de retalho nos seus centros comerciais na Península Ibérica. Marta Lagoas, que tinha estado sempre na área da comunicação, largou a empresa de marketing digital onde estava a trabalhar e assumiu o risco.

“Tive conhecimento deste concurso por acaso e era preciso apresentar uma ideia de retalho. O prémio seria seis meses de renda gratuita. Candidatei-me, passei as várias vezes e, de repente, fomos um dos cinco vencedores”, recorda a fundadora da empresa.

O maior desafio, no entanto, ainda estava para vir. “Entre saber que ganhei o concurso, em junho de 2016, e abrir a loja passaram apenas dois meses. Montar em apenas dois meses uma loja que estava fechada e que estava em bruto foi a loucura total. Além das obras, ainda tínhamos de contactar várias marcas e pessoas para contratar. Abrimos a 15 de agosto.”

No início, a It Market apostava apenas em marcas portuguesas. “Mas rapidamente percebemos que isso não seria possível. As marcas portuguesas que estão a começar ainda têm algumas fragilidades: margens pequenas, pouco stock. E, dada a nossa localização e vendas, percebemos que estas marcas não iriam conseguir satisfazer a procura. Também não conseguíamos negociar margens com eles.”

Abriu-se, por isso, o leque a marcas estrangeiras que “raramente estão à venda nas lojas físicas”, especialmente no mercado nacional. Mas os desafios continuam todos os dias. “Não se pode perder uma venda por não se ter insistido com o cliente. Não é, de todo, uma loja self-service.”

A ocupar uma loja temporária há mais de um ano, a It Market gera receitas que já permitem pagar os custos.

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