José Avillez: “Se há coisa em que sou megalómano é nos sonhos”

Chef já conta com duas estrelas Michelin no Belcanto
Chef já conta com duas estrelas Michelin no Belcanto

Alegria e surpresa. Foi assim que o chef José Avillez recebeu a notícia de que o seu <a href="http://belcanto.pt/PT/" target="_blank">Belcanto</a>, em Lisboa, foi considerado um dos 100 melhores restaurantes do mundo em 2015 pelos <a href="http://www.theworlds50best.com/list/51-100-winners" target="_blank">The World 50 Best Restaurants</a>.

Ao Dinheiro Vivo, o chefe português explica que recebeu “este importante prémio com muita surpresa a dois níveis: primeiro, porque o anúncio dos distinguidos só deveria ser feito dia 1 de junho e depois porque, de facto, não estava à espera de ganhar nesta importante votação”.

Ler também: Restaurante de José Avillez eleito um dos melhores do mundo em 2015

A equipa que lidera, “não só do Belcanto, mas também dos outros restaurantes – ao todo somos cerca de 170 pessoas – está muito feliz. Acima de tudo, porque é o reconhecimento de muito trabalho, de muitos sacrifícios e muita dedicação”, reforça o chef.

Questionado quanto à diferença entre os The World 50 Best Restaurants e as estrelas Michelin, a segunda conquistada no ano passado, José Avillez diz que esta distinção “além de ser mais imediata e mediática, acaba por ser complementar de dois universos que nunca se tocam.” Por exemplo, “há restaurantes com três estrelas Michelin que não estão neste ranking e restaurantes na lista dos 100 melhores que não têm qualquer estrela”, explica o chef.

O reconhecimento dos The World 50 Best Restaurants surge depois de três anos de grande loucura. E que o chefe José Avillez assegura ao Dinheiro Vivo ter abrandado. “Este é o ano para estabilizar, melhorar processos, olhar para o que está mal e melhorar. Não é o ano de fazer aberturas, apesar de continuarmos a crescer em termos de qualidade e de negócio”, diz.

“Se pensarmos que há milhares de restaurantes no mundo e o Belcanto conseguiu ser o 91.º neste ranking, então vemos que é muito importante e gratificante”, volta a frisar o chef como quem ainda não está em si de tanto entusiasmo.

Tão importante a ponto de arriscar e começar a abrir restaurantes fora de portas? “Para já, é um horizonte que não se põe. No entanto, se há coisa em que sou megalómano é nos sonhos”, remata José Avillez.

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