Comércio eletrónico

Kide. Comprar a roupa para as suas crianças nunca foi tão fácil

Nuno Pinto, CEO da Kide, fotografado com os seus colaboradores na Startup Braga.
Fotografia: Artur Machado / Global Imagens
Nuno Pinto, CEO da Kide, fotografado com os seus colaboradores na Startup Braga. Fotografia: Artur Machado / Global Imagens

Nuno Pinto baseou-se no modelo da Farfetch para criar negócio que deverá ter vendas de um milhão em 2018

Quer comprar roupa de criança mas não gosta da oferta disponível nas cadeias tradicionais de retalho? A Kide tem a resposta para si. Sediada em Braga, esta é uma startup que criou uma plataforma de vendas online que agrega cerca de 70 marcas de vestuário de criança, portuguesas e europeias, e que as faz chegar a qualquer parte do mundo.

Fruto de um investimento de arranque de 75 mil euros, e com apenas nove meses de atividade plena, a Kide conta já com 300 clientes e faturou 25 mil euros. A meta, para este ano, é multiplicar por dez este valor e chegar, em 2018, a um milhão de euros.

Formado em Gestão, pela Universidade do Minho, e com um mestrado em Negócios Internacionais e um doutoramento em fase de conclusão em Marketing e Estratégia, Nuno Pinto procurou sempre novos desafios, desde uma empresa de websites nos primórdios da internet, passando pelo projeto de internacionalização de um grande clube desportivo nacional, à criação de uma corretora de seguros com outros dois sócios. 

A área tecnológica sempre o atraiu e o nascimento do seu filho indicou-lhe o caminho a seguir. “Queríamos fugir às marcas tradicionais, de retalho, mas tínhamos uma grande dificuldade em encontrar roupa de criadores independentes. Apesar de haver um grande número de marcas com qualidade, poucas eram as que tinham um sistema de comércio eletrónico desenvolvido e isso fez-me pensar que fazia sentido tentar agregá-las numa plataforma online, a exemplo do modelo Farfetch, mas dirigido à moda infantil”, explica o CEO.

Prémio Caixa Capital
A ideia nasceu em 2015 com uma aplicação móvel lançada em novembro para testar o conceito. A Kide arrancou, então, com 20 marcas nacionais, mas foi em abril de 2016 que a empresa arrancou efetivamente. No primeiro mês vendeu mil e poucos euros, valor que triplicou no mês seguinte. No fim de maio venceu o Demo Day do #3 programa de aceleração Startup Braga e ganhou o prémio de cem mil euros da Caixa Capital.

Atualmente, a Kide está a preparar o lançamento de um novo website e aplicação mobile, que apostará, muito, na “personalização da experiência de compra”, com um “sistema inovador e inteligente de reconhecimento das escolhas dos utilizadores de modo a poder apresentar as melhores recomendações de produtos”. Tudo para tornar a experiência de compra “o mais simples e rápida possível”.

E como está desenhado o modelo de negócio da Kide? A empresa vive das comissões que cobra às marcas – cerca de 25% – em cada venda e assegura a entrega das peças em qualquer parte do mundo. Admite, um dia, vir a abrir showrooms físicos que facilitem o processo de escolha dos artigos.

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