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Koala Rest. Colchão sem compromisso da fábrica para casa

João Ramos e Bruno Madeira, fundadores da startup Koala Rest. Fotografia: Gonçalo Villaverde / Global Imagens
João Ramos e Bruno Madeira, fundadores da startup Koala Rest. Fotografia: Gonçalo Villaverde / Global Imagens

Bruno Madeira e João Ramos criaram um negócio que promete tirar o sono à concorrência e que dispensa lojas e vendedores de colchões

Colchão de qualidade superior por um preço mais baixo do que o habitual. Esta é a proposta da Koala Rest, uma startup que promete tirar o sono à concorrência com a entrega do produto diretamente em casa e a possibilidade de devolução sem compromisso no prazo de 30 dias. Os fundadores deste projeto são Bruno Madeira, especialista em marketing digital, e João Ramos, vindo da área do retalho, tendo trabalhado para a Biedronka (operação da Jerónimo Martins na Polónia).

À venda desde meados do mês, o koala é o colchão que quer ser o melhor descanso para os clientes. “Tem três camadas: látex (que anula a transferência de movimento e permite a dissipação de calor), espuma de memória (que permite ao colchão acomodar-se ao contorno do corpo) e espuma de suporte (que previne a sensação de afundamento assegurando um ótimo suporte e durabilidade)”, explica Bruno Madeira ao Dinheiro Vivo. Cada colchão custa entre 450 euros (80×190 cm) e 750 euros (160×200 cm) e é feito “com os melhores materiais”, que dão uma “garantia mínima de 10 anos sem defeitos ou deformações”.

Há seis medidas predefinidas mas há colchões que podem ser personalizados. As compras são feitas exclusivamente no portal da Koala Rest e os pagamentos são feitos com cartão de crédito ou através do sistema PayPal. As entregas são gratuitas e feitas diretamente na casa dos clientes em todo o país.

Por não ter qualquer loja ou outro espaço físico, nem stock de colchões, a Koala Rest dispensa intermediários e comissionistas.

“Transferimos a poupança para o cliente, que não tem de pagar dois ou três mil euros por um colchão que custa sete ou oito vezes menos a produzi.” Além disso, pretende transformar uma experiência de compra “que quase toda gente vê como um aborrecimento necessário em algo positivo e entusiasmante”.

Para Bruno e João chegarem a esta conclusão, foi necessário passar por uma má experiência. Em 2015, Bruno Madeira e a mulher precisaram de comprar um colchão para a casa nova. “Perdi horas a estudar na internet quais os tipos de materiais que existiam, os preços e as marcas para acabar ainda mais confuso do que comecei.”

Quando foi à loja procurar um colchão, Bruno sentiu-se obrigado a escolher um, em dois ou três minutos, “por estar cansado de todo o processo”. Na manhã seguinte, ainda foi pior. “Acordámos cheios de dores no corpo, não conseguimos devolver o colchão e tivemos de recomeçar. Foi uma experiência horrível.”

Bruno acabou por contar este episódio ao amigo João, que “está sempre à procura de ideias que permitam reduzir os custos. Depois de começarem a conversar, a ideia ficou definida em meados de 2016. “Começámos a abordar fornecedores e a pensar o que poderíamos fazer de diferente no mercado.”

Depois de falarem com várias pessoas, chegaram à conclusão de que as melhores experiências de sono foram em hotéis. Bruno e João decidiram ver que tipo de colchões são utilizados nestes locais e decidiram replicar no modelo que põem à venda a partir da internet.

Chegou depois a fase de procurar os fornecedores. “Tínhamos a ideia à partida de escolher fornecedores nacionais. Acreditamos que este é um mercado com potencial e, por isso, precisamos de flexibilidade para ajustar a produção às necessidades.” A fábrica que colabora com a Koala Rest fica na zona do Grande Porto e conta com 20 anos de experiência na produção de colchões.

A startup conta ainda com uma empresa parceira na entrega dos colchões. Graças à tecnologia de vácuo, que remove o ar do colchão, comprimindo-o numa caixa de fácil transporte, este produto é transportado numa caixa de 40cm + 1,5m, diminuindo os custos do transporte.

Devolução solidária

A Koala Rest dá um período de 30 dias para os clientes experimentarem o colchão. A startup garante a devolução do dinheiro para quem não ficar satisfeito. O produto é doado a instituições como a Cruz Vermelha Portuguesa ou a Cáritas. Mas Bruno Madeira acredita que haverá poucas situações deste género: “Este é um produto extraordinário e a maioria das pessoas vai ficar com os colchões.”

Com alguns mercados europeus na mira para os próximos meses, a Koala Rest vai investir numa equipa de apoio ao cliente que possa “proporcionar uma experiência fantástica e prestar ajuda em tempo real”. Além disso, estão em vista “muitas oportunidades que podem ser exploradas na área do sono e do descanso. O conceito de produto extraordinário a preço acessível pode reproduzir-se a outros produtos”.

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