KUG Jardim com menu de Rui Paula a caminho de Lisboa e do Algarve

No Kitchen & Urban Garden há almoços executivos à semana e brunch ao fim de semana, num espaço privilegiado de 2500 m2 ao ar livre. E que é 'pet-friendly'

Idealizado durante o primeiro confinamento, o KUG - Kitchen & Urban Garden é o espaço certo para reunir família e amigos, incluindo os de quatro patas, nestes tempos de pandemia, em que o espaço ao ar livre é privilegiado. São 2500 metros quadrados de jardim, no quarteirão das Artes, no centro do Porto, para almoçar, jantar, ou simplesmente apreciar uma bebida ou um cocktail ao som de boa música. Ao fim de semana há brunch. O menu é do chef Rui Paula. O conceito tem sido um sucesso tal que Tiago Oliveira, o criador do projeto, se prepara para o replicar em Lisboa e no Algarve a partir de 2022. Sem pôr de parte a expansão também no Porto, para um ambiente mais de praia ou rio. Mas, para já, é tempo de sarar as feridas deixadas pela pandemia e consolidar o negócio.

O jardim é do Oporto Loft Hotel, mas está a ser explorado por Tiago Oliveira. Primeiro como winebar e espaço de eventos musicais, e, agora, renascido como espaço de restauração com carta de assinatura. Em 2020, o KUG funcionou "às mil maravilhas", de maio a outubro, mas as restrições impostas ao funcionamento da restauração ao fim de semana, tornaram novembro e dezembro meses difíceis. Em janeiro, com a ordem de encerramento para o segundo confinamento, que durou até 5 de abril, a situação degradou-se. "Foi a fase mais complicada da minha vida empresarial", reconhece Tiago Oliveira, que trocou a gestão de qualidade na construção, em 2014, pela paixão pelo vinho. Esteve ligado a vários projetos, incluindo um winebar, com outros sócios, antes de se dedicar sozinho ao KUG.

Dos 25 funcionários que tinha à data do confinamento, restam oito. Foi difícil contratar de novo, mas já conseguiu e até aumentou a equipa, são agora 27 pessoas. A reabertura trouxe sinais positivos. "Está a correr muito, muito bem. Ainda não há turistas, é uma recuperação ainda muito embrionária, mas estou muito otimista quanto ao futuro", reconhece o empresário. Que dá conta que, em mês e meio de funcionamento conseguiu já resolver "grande parte" da dívida acumulada durante o confinamento.

Mas não ultrapassou ainda a sensação de injustiça por não ter tido acesso aos apoios do Estado. "Em 2019 explorava um espaço muito mais pequeno do que este, claro que em quatro meses atingimos logo o mesmo nível de vendas. Foi muito duro conseguir encaixar, porque não podia ter apoios, se tripliquei o número de funcionários de um ano para o outro e paguei os meus impostos todos também a triplicar. As situações deviam ser analisadas caso a caso e não com uma métrica geral, é profundamente injusto. Nem apoio à renda consegui, só o lay-off simplificado para os trabalhadores", defende.

A compreensão dos fornecedores foi vital. E, em breve, vai contar com dois novos sócios, por conversão de dívida em capital, que serão vitais na expansão do conceito a partir de 2022. Lisboa e Algarve primeiro, sem por de parte o mercado internacional. Já teve, inclusivamente, manifestações de interesse para o Dubai. A intenção é instalar os KUG em jardins de hotéis, a exemplo do Porto, de modo a reduzir a sazonalidade destes espaços e ajudar a contornar as rendas altas dos centros das cidades.

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