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Last Call. O seu último cocktail pode não ter horas para acabar

Manuel Rosa, António Correia, Gonçalo Pina e Francisco Calha são os quatro fundadores da Last Call. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Manuel Rosa, António Correia, Gonçalo Pina e Francisco Calha são os quatro fundadores da Last Call. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Há uma nova startup em Lisboa que, com um simples telefonema, permite encomendar bebidas e snacks pela madrugada fora

O problema de uns pode ser uma oportunidade de negócio para outros – as lojas de conveniência foram obrigadas a fechar as portas às 22.00 e as bombas de gasolina não podem vender bebidas a partir das 23.00; mas há um novo serviço que abre às 22.30 e só fecha quando a madrugada está quase a acabar – a Last Call é uma startup nascida em Lisboa e que permite, com uma simples chamada, encomendar bebidas e snacks até às 04.30 da madrugada. Para já, só entre o Parque das Nações e Cascais. O serviço funciona nas noites de quinta, sexta e sábado.

“A startup partiu de um modelo que já existiu em Lisboa mas que entretanto acabou. Achámos uma boa ideia, que dava jeito”, recorda Gonçalo Pina, um dos quatro fundadores da Last Call. A ele juntaram-se, no verão do ano passado, António Correia, Manuel Rosa e Francisco Calha. Os quatro fundadores estão todos a estudar e a média de idades não passa os 20 anos.

As vendas começaram em dezembro e cada cliente pode encomendar sumos, cerveja, vinhos, rum, whisky, gin, vodca, licor e espumante. Os preços variam entre os 2 e os 20 euros. Também é possível pedir batatas fritas de pacote e chocolates. A encomenda mínima tem de ser de 10 euros e há uma taxa de deslocação de 5 euros para encomendas entre Lisboa e Paço de Arcos ou de 7 euros entre Santo Amaro de Oeiras e Cascais.

Para começar a fazer as entregas, não foi necessário muito investimento. As licenças para entrega e transporte foram “tratadas com facilidade”, assim como o registo de empresa e de marca. Os jovens já tinham os carros para entregar as bebidas e os telemóveis para as chamadas. Foi preciso apenas alugar um armazém e comprar um frigorífico e uma arca congeladora.

As receitas já pagam os custos ao fim de três meses de negócio. “As pessoas gostam da ideia mas o mais difícil é chegar a elas”, lamenta Gonçalo Pina. Por isso é que esta startup está a preparar uma página online para facilitar as encomendas e ir além das contas nas redes sociais, Facebook e Instagram. O objetivo dos quatro fundadores da Last Call é também chegar a um público mais alargado, acima dos 30 anos.

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