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LegalVision. Advogados à medida de PME, freelancers e empresários

Gonçalo Alves, CEO e cofundador da LegalVision. Fotografia: Filipa Bernardo / Global Imagens
Gonçalo Alves, CEO e cofundador da LegalVision. Fotografia: Filipa Bernardo / Global Imagens

Dedicada, para já, ao direito comercial, esta startup está sediada em França e tem escritório em Portugal

A esmagadora maioria das empresas, mais de 90%, têm entre um e cem funcionários e não possuem orçamento para ter um advogado a trabalhar em permanência. O mesmo acontece com os freelancers e os empresários em nome individual.

Foi a pensar nesta situação que o especialista em marketing Gonçalo Alves se juntou a mais dois parceiros – o advogado Loïc Le Gois e o especialista tecnológico Miguel Figueiredo – para lançarem, em 2015, a LegalVision, uma startup que pretende transformar a área do direito. Com sede em França e escritório em Portugal, esta empresa já conta com mais de 5000 clientes e já realizou mais de 6500 operações jurídicas.

“Os escritórios são caros e os advogados estão constantemente ocupados. Conseguimos criar uma plataforma que centraliza o cliente no processo jurídico. Queremos democratizar o direito a advogados a pessoas que antigamente não tinham como contratar”, refere Gonçalo Alves.

Para já, a LegalVision trabalha com a área do direito comercial. É possível, por exemplo, registar uma marca através da plataforma digital desta startup. Depois, um dos advogados da LegalVision acerta os detalhes através do telefone.

“O advogado não tem de construir qualquer documento jurídico. Existe um modelo base, que funciona em 80% das situações, e que depois só precisa de acrescentar alíneas”, explica. O desenvolvimento desta plataforma, assim como o marketing, estão instalados em Lisboa. Mas os restantes elementos, como os advogados e a equipa de vendas, estão em Bordéus, França. Gonçalo Alves justifica esta divisão entre as duas cidades. “Concentrámos o desenvolvimento tecnológico em Portugal por uma questão de custo e porque Lisboa é uma cidade muito atrativa para talentos desta área.”

Para já, o serviço da LegalVision só funciona em França, mas a operação deverá ser estendida a Portugal e Espanha no próximo ano. No nosso país, a entrada desta legaltech será feita através de acordos. “Queremos entrar no mercado português com parcerias com empresas financeiras, que possam externalizar os serviços jurídicos. Podemos integrar o software nas estruturas bancárias e tornar a escritura das casas muito mais rápida.”

Antes disso, serão contratadas pelo menos 15 pessoas para o departamento informático e para a equipa de marketing no escritório de Lisboa.

Em cerca de dois anos, a LegalVision já obteve 500 mil euros em financiamento. Mais de metade do montante (300 mil euros) foi dado por investidores privados portugueses e franceses. Os restantes 200 mil euros foram atribuídos pelo governo francês, ao abrigo de um fundo de apoio a startups. A empresa espera abrir um escritório em Madrid, em 2018, e alargar a gama de serviços para outras áreas do direito.

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