Letra. Já conhece a cerveja minhota?

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Filipe Macieira e Francisco Pereira, de 28 anos, lançaram um desafio aos clientes: aprender tudo sobre a cerveja que produzem enquanto assistem ao seu fabrico, em Vila Verde, Braga.

Os dois investigadores de Engenharia Biológica da Universidade do Minho apostaram num modelo de negócio que junta distribuição e degustação na própria fábrica. “Queremos incutir a cultura cervejeira aos clientes, convidando-os a assistir ao fabrico”, explica Filipe.

Este mês foi lançada no mercado a marca LETRA, mas a ideia nasceu quando os amigos participaram num projeto de produção de cerveja industrial, durante o mestrado e se aperceberam de uma lacuna no mercado. “Havia cada vez mais procura por sabores diferentes e, por consequência, um aumento da importação de cervejas estrangeiras.”

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Depois de muitas experiências caseiras, decidiram arriscar com a cerveja artesanal minhota. Participaram num curso de ideias de negócio e puseram preto no branco tudo o que queriam fazer.

Depois, testaram uma série de cervejas artesanais em provas e feiras. “Percebemos que as nossas cervejas tinham mais saída do que as de referência internacionais. O que nos motivou a abrir, em fevereiro de 2011, a Fermentum – Engenharia das Fermentações, spin-off da UMinho.”

Continuaram a criar e aperfeiçoar, até abrirem a fábrica, num edifício recuperado em Vila Verde. Foram 350 mil euros de investimento. Da fábrica saem quatro cervejas, A, B, C e D, produzidas artesanalmente e com ingredientes 100% naturais – água, maltes e lúpulos. Agora preparam-se para juntar mais uma letra ao catálogo, “uma muito portuguesa que vai dar que falar, além de receitas exclusivas e limitadas”, o trunfo para começarem a exportar em 2015.

http://www.cervejaletra.pt/

A LETRA faz quatro cervejas, que custam entre 3,20 euros e 7,5 euros. ° A é uma Weiss, com elevado teor de trigo e frutada pela fermentação dos açúcares do trigo; B é uma pilsner, parecida com as cervejas comuns mas com extenso processo de maturação e uso de lúpulos especiais. C é uma stout preta e “equilibra o torrado dos maltes com os lúpulos germânicos e americanos”. D é uma red ale, a ruiva, com aroma e sabor intenso.

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