Life in a Bag: Os vegetais lá de casa

Repor o stock na altura do Natal foi o grande desafio de Alexandra Silva e Pedro Veloso, o casal de Famalicão que em junho passado lançou a Life in a Bag. Em menos de seis meses, todo o esforço de promoção das plantas aromáticas e dos microvegetais prontos a cultivar em sacos junto de chefs, bloggers, curiosos e amigos "explodiu" em cerca de mil encomendas que elevaram a faturação de meio ano até perto de 20 mil euros - e a expectativa deste ano para 50 mil.

"As pessoas têm uma grande vontade

de cultivar uma horta, de mexer em terra e ver crescer aquilo que vão

comer. Mas nas cidades isso é difícil. O nosso produto dá-lhes a

possibilidade de recriar parte desse desejo", explica Alexandra

Silva, designer de formação, que depois de 16 anos numa empresa

decidiu ser empreendedora.

O marido, engenheiro informático numa

empresa portuense, incentivou-a e o hobby lá de casa - "já fazia

experiências com hidroponia (cultivo sem terra, em água

enriquecida) antes de se ouvir falar nisso em Portugal" - foi a

ideia que ganhou forma com um investimento de cinco mil euros. "Em

vez de deitar fora os sacos de café, usava - os para germinar

plantas."

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O que faltava saber para fazer crescer

o negócio veio da internet, hoje o maior ponto de venda das caixas

micro-green (folhas comestíveis a que muitos chefs já aderiram) e

dos microvegetais ou dos kits infantis, para já apenas com o

girassol. "Estamos a fazer testes para outros vegetais, sempre

biológicos, como os minilegumes, e também novas embalagens de

cortiça pois tiveram uma grande aceitação", adianta Pedro

Veloso, que está também a desenvolver uma app interativa para guiar

os clientes no cuidado com as plantas. "Não queremos perder o

acompanhamento pós-venda", explica Alexandra. "Os clientes tiram

fotos das plantas e enviam-nos para darmos opinião sobre o aspeto -

se precisam de mais água, de mais luz, etc. -, no verão recebíamos

e-mails com pedidos de socorro porque as plantas estavam "desmaiadas"

com o calor...", relata.

Já à venda em duas dezenas de lojas

dedicadas à alimentação biológica ou gourmet do país, Madeira

incluída, a Life in a Bag quer agora consolidar a presença em mais

lojas, em feiras e em workshops, reforçando o marketing online para,

em breve, começar a vender para a Europa. Em 2015, o plano é estar

já em lojas de venda direta em Inglaterra e na Noruega, por exemplo.

"Nunca pensei que vendêssemos tanto

como no Natal, ao ponto de termos de contratar uma pessoa para

ajudar", confessa Alexandra. "Agora queremos crescer, um passo de

cada vez, e se for possível contratar a tempo inteiro."

Retrato

A Life in a Bag foi lançada em junho

de 2013, com um investimento de cinco mil euros. Neste momento, a

empresa tem um funcionário, mas Alexandra Silva espera conseguir

contratar já neste ano. Há várias caixas disponíveis, a preços

distintos: Grow Box (25 euro), Grow Cork (16 euro) e Grow Bag (8 euros).

Em 2014, a empresa quer faturar 50 mil euros. Veja aqui a página do Facebook e da internet

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