Lisbon Investment Summit

Lisboa atrai cada vez mais startups mas “precisa de ganhar tração”

Fotografia: DR
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Facilidade em encontrar um escritório para instalar uma startup é considerada uma das dificuldades para os fundadores de empresas

As startups internacionais escolhem cada vez mais Lisboa como uma das cidades para abrir um escritório em Portugal. Localização, clima e baixos custos são os principais elogios que a capital portuguesa recebe habitualmente da parte destas empresas. Mas há ainda muito a fazer para que Lisboa se afirme a nível internacional e se torne numa das referências do empreendedorismo a nível mundial. Este foi um dos tópicos debatido no primeiro dia da Lisbon Investment Summit (LIS), no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

“Lisboa tem de pensar como uma startup e posicionar-se em relação a outras cidades. É preciso ter a mentalidade de uma startup e agir rápido”, assinala Álvaro Pinto, COO da Aptoide, a terceira maior loja mundial de aplicações para smartphones.

Álvaro Pinto também deu conta do desafio para a própria empresa: manter o escritório em Lisboa. “Na nossa segunda ronda de investimento, houve a discussão sobre onde deveria ser a sede. Tivemos de convencer os investidores que devemos fixar-nos em Lisboa, onde há talentos e infraestruturas de qualidade”.

Miguel Alves Ribeiro, da Zomato, destaca que “Portugal tem um ecossistema muito novo. Temos de criar sustentabilidade e track record. Precisamos de ganhar tração. Os investidores estão a vir mas têm medo de investir numa empresa tão nova e que não tenha uma equipa que possa fazer desenvolver o negócio”.

O imobiliário é também apontado como um dos desafios para que novas statups possam instalar-se em Portugal. Martin Henk, um dos fundadores da Pipedrive, recordou as dificuldades em encontrar um espaço com capacidade para 100 pessoas em pleno centro de Lisboa. “Precisávamos de bastante espaço e rapidamente. Encontrámos muitos escritórios que nos pareceram demasiado simples”. Esta startup vinda da Estónia vai mudar-se para a zona do Saldanha ainda em 2017.

Alexandre Vaz, o responsável pelo Digital Hub da Daimler, a dona da Mercedes, diz que “é preciso promover Lisboa noutros países e trabalhar em conjunto”. Corrobora com Martin Henk e prevê: “acho que poderemos ter um desafio a nível imobiliário”.

O Lisbon Investment Summit, organizado pela Beta-i, decorre esta terça e quarta-feira e conta com 1600 inscritos, entre startups e investidores.

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