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Lisboa vai ter 30 mil metros quadrados de hub empreendedor no Beato

Lisboa promove empreendedorismo
Lisboa promove empreendedorismo

Governo cedeu edifício de 30 mil metros quadrados para implantação de nova região empreendedora na cidade.

A Câmara Municipal de Lisboa está a trabalhar no projeto de um novo hub empreendedor que deverá servir de sede, no mesmo espaço, de várias incubadoras portuguesas e estrangeiras na freguesia do Beato, entre o Terreiro do Paço e a zona do Parque das Nações. A novidade foi anunciada discretamente, através de um despacho publicado em Diário da República. O projeto, ainda em fase inicial de preparação – e sob coordenação da incubadora lisboeta Startup Lisboa – prevê a ocupação de um edifício com uma área aproximada de 30 mil metros quadrados que foi, sob despacho, cedido à Câmara Municipal pelas Finanças e Defesa Nacional, um imóvel usado pelo Exército para manutenção militar. Este arrendamento no valor de mais de 7,1 milhões de euros foi feito por um prazo máximo de 50 anos.

“É uma aspiração antiga, um projeto que vai permitir um polo de desenvolvimento de toda a zona oriental da cidade e que, ao mesmo tempo, vai permitir um salto ainda maior numa cidade que já é âncora no empreendedorismo à escala internacional”, explica Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, assegurando que o polo é “um dos projetos mais ambiciosos dos próximos anos e vai deixar uma marca de transformação”.

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O novo hub de incubadoras deverá nascer nas antigas instalações do armazém militar e será, segundo o autarca, “um dos espaços mais fascinantes e de maior dimensão onde se concentrarão empresas, empreendedores, incubadoras de todo o mundo e de diferentes tipos e filosofias, e que dará origem a um ambiente de inovação e criatividade”, acrescenta.

“É uma aspiração antiga, um projeto que vai permitir um polo de desenvolvimento de toda a zona oriental da cidade e que, ao mesmo tempo, vai permitir um salto ainda maior numa cidade que já é âncora no empreendedorismo à escala internacional”, explica Fernando Medina”.

O projeto de reabilitação e adaptação do imóvel deverá ser implementado gradualmente durante os próximos três anos, período que coincide com a realização da Web Summit em Portugal. “Neste momento encontramo-nos numa fase muito embrionária do projeto. Estamos a fazer os primeiros contactos com incubadoras internacionais no sentido de percebermos qual será a melhor solução para o espaço”, explica Miguel Fontes, diretor da Startup Lisboa.

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“Queremos que o novo espaço, ainda sem nome, seja um local de regeneração urbana, um pólo de inovação, cultural e de futuro da cidade de Lisboa, que atraia portugueses e estrangeiros e que se alastre para além da Web Summit. Queremos que alimente as ambições de quem faz e fará parte do ecossistema empreendedor de Lisboa”, detalha Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara de Lisboa.

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