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LUGGit. Viajar sabendo sempre onde estão as malas

Luggit
Ricardo Figueiredo, Diogo Correia, Hugo Fonseca e João Pedrosa são os fundadores da LUGGit. Foto: Direitos Reservados

A startup portuguesa LUGGit captou recentemente uma ronda de financiamento que vai ajudar a apoiar a internacionalização.

Um fim de semana prolongado é para muitos o pretexto ideal para fazer as malas e ir conhecer novos destinos. Uma das questões que muitas vezes surge é o que fazer às malas antes do check-in na unidade de alojamento e o que fazer após o check-out e antes do regresso a casa. Espalhadas pelas cidades há várias opções de armazenamento, mas a startup portuguesa LUGGit tem uma opção diferente e que não guarda apenas a bagagem.

Através de uma aplicação móvel – que tem o nome da empresa -, os utilizadores podem pedir para as suas malas serem recolhidas em determinado local e entregues no horário e sítio determinado pelo utilizador. Durante este período de tempo, estas são guardadas num dos armazéns da empresa portuguesa.

“Em 2017, tinha um pequeno Airbnb. Do acompanhamento que fazia aos hóspedes, percebia que havia constantemente uma questão: o que faço às bagagens quando chego de viagem. Percebi que todas as soluções que existiam focavam-se muito no storage [armazenagem]. As plataformas de algumas empresas, que agregam vários espaços físicos, não resolviam por inteiro a questão por não terem alguém, a qualquer hora, a recolher a bagagem e a entregar”, conta Ricardo Figueiredo, CEO da startup e um dos fundadores.

A LUGGit está presente em Lisboa, desde julho, e também no Porto, desde outubro. Para assegurar a transparência e dar confiança aos utilizadores, a companhia permite que os utilizadores saibam, em tempo real, onde estão os seus pertences. “Temos um armazém no centro de Lisboa e outro no centro do Porto. As bagagens são recolhidas, entregues pelos keepers [pessoas responsáveis pelas bagagens do início ao fim do processo] no armazém e toda a lógica está pensada para, depois do armazém, ser expedida para o destino final, seja um apartamento ou o aeroporto”, explica.

Quando os keepers recolhem as malas, estas ficam cobertas por um seguro e são seladas, na presença do cliente, com uma fivela que contém um QR Code cuja leitura permite fazer o acompanhamento em tempo real, algo que “credibiliza toda a operação”.

Novas cidades

Presente apenas nas duas maiores cidades portuguesas, o objetivo da LUGGit para os próximos meses é atravessar a fronteira. “Ainda não sabemos qual vai ser a nossa terceira cidade. Será fora de Portugal, mas ainda estamos a analisar. Há cidades que têm mais características que nos interessam, nomeadamente o número de turistas, de alojamentos de curta duração e aeroportos. Vamos começar a estudar hipóteses no início de 2020. Estimamos entrar na terceira cidade até ao final do primeiro semestre”, avança Ricardo Figueiredo.

Recentemente, a empresa recebeu uma ronda de financiamento da Portugal Ventures – sociedade pública de capital de risco – que vai ser canalizada nomeadamente para apoiar o processo de internacionalização e também a contratação de novos elementos para a empresa.

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