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Maersk investe 1,5 milhões de euros na startup portuguesa HUUB

Os fundadores da startup portuguesa Huub: Tiago Paiva, Pedro Santos, Tiago Craveiro e Luís Roque.
Os fundadores da startup portuguesa Huub: Tiago Paiva, Pedro Santos, Tiago Craveiro e Luís Roque.

A startup portuguesa que opera na área da logística para o segmento da moda vai canalizar o investimento para o desenvolvimento tecnológico e vendas.

A startup portuguesa HUUB, que opera na área da logística para o segmento da moda, levantou uma nova ronda de financiamento de 1,5 milhões de euros. A operação foi liderada pela multinacional dinamarquesa de transporte marítimo Maersk. No ano passado, a tecnológica tinha já angariado uma ronda de financiamento no valor de 2,5 milhões de euros. Uma operação que, na altura, foi liderada pela capital de risco Pathena.

Ao Dinheiro Vivo, Luís Roque, co-fundador e CEO da HUUB, recorda agora que “a última ronda levantada em 2018 foi ‘oversubscribed’, ou seja, tivemos vários investidores interessados”. A opção recaiu sobre “a Pathena sabendo que capitalizaríamos, num segundo momento, investimento internacional”.

Quando partiram para esta segunda fase, a missão era “procurar alguém que trouxesse, mais do que capital, valor transversal para a HUUB que suporte e acelere ainda mais o nosso crescimento. A Maersk traz-nos precisamente esse poder estrutural e possibilidade de escalar as nossas operações logísticas a nível global para tornar ainda mais eficiente a nossa cobertura mundial que já toca em 128 países. Esta entrada de capital vai ser canalizada sobretudo para as duas áreas de desenvolvimento core da empresa neste momento: tecnologia e vendas”.

A Maersk é líder mundial do transporte marítimo e um dos maiores grupos globais na área da logística. Com este investimento, a startup portuguesa passa a ter acesso aos “benefícios claros que um ‘player’ como a Maersk nos traz até por nos movimentarmos no mesmo setor”, tendo também outra vantagem: “capacidade de follow up”. O que, nota o líder da empresa, “quer isto dizer que, e pensando já no próximo passo que é a Série A, este investidor, pela grande capacidade financeira que tem, poderá acompanhar e até liderar futuros investimentos, abrindo caminho e reforçando a confiança de outros VC’s [capitais de risco] na nossa empresa”.

Luís Roque diz ser, para já, prematuro falar numa ronda de investimento de série A. “É com enorme orgulho que constatamos que a nossa ‘seed’ representa mais do dobro da média dos Estados Unidos e quatro vezes mais do que a média europeia. Esperamos que possa ser um impulso e um contributo relevante para Portugal que tem startups e empreendedores com enorme qualidade. A Série A é um objetivo claro para a HUUB e o nosso plano é que a mesma aconteça no segundo semestre de 2020″.

Para a capital de risco Pathena, desde a operação no ano passado que “em conjunto com os fundadores, entendemos que haveria a oportunidade de fortalecer esta [ronda] ‘seed‘ com um parceiro estratégico de relevo”. Vitor Dinis, Managing Parner e co-fundador Pathena, não tem dúvidas que os dinamarqueses da Maersk são “precisamente esse ‘player‘ que traz capacidade financeira, mas sobretudo de estrutura a nível mundial para acompanhar o crescimento também ele global da HUUB. Estamos muito satisfeitos com a conclusão desta ronda com valores que impressionam nos contextos não só nacionais mas também europeus e mundiais e que nos permite continuar a desenvolver o nossa plataforma e a potenciar o crescimento de vendas que já duplicamos em 2018.”

Lançada em 2015 por Luís Roque, Tiago Paiva, Pedro Santos e Tiago Craveiro, a HUUB quer facilitar as operações de logística para retalhistas de moda, trabalhando para isso toda a gestão da cadeia de abastecimento. A startup tem uma plataforma, a Spoke, que lhes permite fazer o acompanhamento total das encomendas dos clientes.

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